segunda-feira, 9 de julho de 2012

As últimas e as primeiras vezes


Antes de começar todas as nossas primeiras vezes, tivemos as últimas. A última vez em que dormimos sozinhos em casa, a última vez em que saímos para jantar sem preocupação, o último dia sem filho... Agora, começamos a sessão das primeiras vezes: a primeira fralda, o primeiro banho, o primeiro choro de dor.

Essa semana, tivemos a primeira mamadeira! Depois de mamar, demos o postrinho na mamadeira, para fazer uma primeira tentativa e ver se ela pegava. Não só pegou como devorou! E ficava com a boquinha aberta procurando mais, igual a passarinho no ninho. Agora já podemos deixar com a vovó e sair para jantar sem preocupação de novo. Será?

sábado, 7 de julho de 2012

Comédia pastelão

Cena 1
Dani, no banheiro, se prepara para fazer a barba.

Cena 2
Lulu troca a fralda de uma inocente criatura. Durante a troca, ela faz um ou dois cocozinhos. A mãe limpa novamente, com toda a calma e paciência do mundo. Aí vem o terceiro, não como os demais, mas em jato, sujando toda a mão da mãe, a cômoda, enfim, bagunça pura. A mãe pede ajuda para o pai, que larga tudo no banheiro e vem ajudar.

Cena 3
O casal está limpando a bagunça da pequena quando, de repente, a mãe olha para o banheiro e vê a pia, que estava tampada para o pai fazer a barba, ainda com a torneira aberta, transbordando, criando uma piscina no banheiro.

Cartela final
Bem-vindos a uma incontrolável e deliciosa vida com filhos!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

As quintas-feiras e as mamadas

Acho que deve ter alguma maldição nas quintas-feiras. Ou talvez ela saiba que vai completar mais uma semana, ficar mais velha e entre em crise.

Quinta passada, tínhamos tido duas noites seguidas praticamente insones, muito cansativas, o que mata qualquer um, principalmente uma mãe emocionalmente sensível. (Ainda bem que o pai é um poço de tranquilidade nessas horas, dizendo que nada que vem da pequena o estressa nem desperta nenhuma ansiedade ou sentimento ruim nele. Não é lindo? Mesmo chorandinho, ele é pura paz do dela.) Bem, mas além das noites mal dormidas, estava bem difícil fazer ela mamar. Aí, fomos a uma consulta com a Stephanie. Foi ótimo. (Conto em detalhes sobre a consulta, a Stephanie e as aulas no próximo post.)

E chegou a quinta-feira seguinte, véspera de mais uma semana de vida. E nova crise. Dessa vez, é um choro incomodo durante toda a manhã. Não sei o que angustia: não saber por que ela chora, não saber dizer se é cólica ou não saber como ajudar. Resumo: estamos praticamente no esquema de livre demanda. Chorou? A mãe embala. Parou de embalar, chorou. A mãe faz carinho, parou o carinho, chorou. A mãe pega no colo e balança. Parou o balanço, chorou. Aí, peito! Mamou? Parou se chorar, pelo menos por quinze minutinhos... Acho que vou aproveitar para almoçar. E dá-lhe livre demanda hoje!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Fiz uma tatuagem na cara

Sabe esse negócio de que tatuagem é para sempre? Pois é, como disse uma amiga muito esperta, filho é como tatuagem na cara, não só é para sempre, mas vira quase seu cartão de visitas.

Na teoria, todo mundo sabe que dá trabalho. Mas, na teoria, é outra coisa. Com essa mania de que eu sei de tudo, eu achei que soubesse... Tadinha, ledo engano meu. Eu não sabia de nada. Na verdade, ainda não sei de muita coisa. Sabe aquelas máximas de futebol, de que cada jogo é um jogo, de que futebol é uma caixinha de surpresas. Pois bem, elas se aplicam muito bem à maternidade.

Cada dia é um dia e, principalmente, cada noite é uma noite. E também é uma grande caixinha de surpresas! A realidade é bem diferente de tudo o que a gente imagina.

A dedicação é 100%. Você tem, inclusive, que calcular o seu horário de almoçar, de tomar banho e até de ir ao banheiro em função do bebê. Claro que dá para fazer outras coisas, afinal aqui estou eu, escrevendo no blog! Mas é sempre em função do horário do bebê, e não do meu. Eu escrevo quando ela deixa, enquanto ela dorme tranquila, entre uma mamada e outra, entre uma troca de fraldas e outra.

A interação ainda é quase nula. Dizem que o bebê te reconhece pela voz, sabe quem você é desde dentro da barriga. Mas ela ainda não sabe que é só a mãe dela que vai alimentar ela e abre a boca para qualquer peito que aparece pela frente. Os sorrisos ainda não são sorrisos de verdade, são apenas reflexos de um momento de prazer. Ela não reage a mim, reage a ela mesma.

O choro é a parte mais angustiante e desesperadora. E não conseguir fazer parar. E ela ficar reclamandinho a noite toda, e você não saber o que fazer para evitar aquilo. Momentos de pânico, em que o meu controle vai para escanteio. By the way, na minha experiência, estou descobrindo que manter o controle da situação é um dos pontos mais importantes para uma convivência harmônica em casa, entre todos nós. Mas isso é assunto para outro post!

O amor não é instantâneo, ele vai crescendo. Hoje, amo a Marina muito mais do que amava ontem e anteontem e no dia em que ela nasceu. É tudo um processo, meu e dela. O bebê nasce, a barriga some, a gravidez acaba, mas os hormônios persistem, e é preciso aprender a conviver com ele. A conviver com as crises de choro e depois com a culpa por ter chorado. Aos poucos, a avalanche de hormônios vai se acalmando, a vontade de chorar vai passando e o amor vai brotando, cada vez mais forte, mais intenso, mais para sempre. Mas é preciso ter calma.

O assunto passa a ser praticamente um só: coco mole e coco duro. Ou então mamou e não mamou. Às vezes, é fundamental falar de outras coisas, de trabalho (dos outros, claro), das pessoas (que não bebês), de política, futebol, literatura. Quem se habilita? Por favor! Senão, você acaba passando o dia inteiro comemorando puns e arrotos com vozinha de criança. E não tem adulto que aguente, né?!

O pai é indispensável. Realmente não sei como fazem as mães solteiras. E não estou falando de grana, estou falando de apoio moral, emocional, físico. Estou falando de um abraço forte enquanto você chora só porque ele disse que te ama, de ele ficar com o bebê à noite, depois de um dia de trabalho, porque sabe que o seu novo "trabalho" também é muito cansativo e desgastante.

Em 12 dias, a maternidade já me ensinou muito mais do que eu imaginava, sobre mim, sobre meu marido, sobre minha mãe, sobre minha filha. E sei que ainda tenho um longo caminho pela frente.

E tudo isso para chegar à mesma conclusão que já mencionei lá no início: ninguém sabe como é difícil até passar por isso! Mas vale a pena, cada vez mais!

Minha tatuagem

A primeira saída

A primeira saída a que me refiro é a minha, tá, não a da pequena... Ela só pode sair depois de um mês. Enquanto isso, é regime de semi-emprisionamento mesmo, meu e dela. Digo semi porque no sábado, quando ela tinha apenas uma semana e um dia, saí pela primeira vez. Que emoção! O céu estava azul, sem nenhuma nuvem, e não fazia muito calor. Era o dia perfeito, de verdade.

Assim que ela dormiu, tomei um banho demorado, com direito a lavar o cabelo, usar cremes e tudo mais. Só nisso já se foi uma meia hora. Depois, fui ao Zona Sul e fiz compras para praticamente um mês. Deve ter sido o meu inconsciente falando, para evitar que eu saísse de novo, que me mandou pegar tudo que eu visse pela frente. Resultado: facada!

Quando saí do Zona Sul, uma hora depois de ter saído de casa, ainda fui à feira, programa que eu adoro! Só que ela já estava dormindo a mais de uma hora e meia e começou a bater uma certa angústia. Falei com o Dani e tudo certo, a pequena dormia a sono solto. Comprei tudo rapidinho, inclusive a minha tapioca, e trouxe para comer em casa. Achei que sentar ali no banquinho, em frente ao Olympe, já era um pouco demais. Cheguei e ela ainda dormia. Deu até tempo de comer a tapioca antes de ela acordar para o lanchinho da manhã. Ufa!

Agora, tenho que começar o processo da bomba de leite para que, da próxima vez, a saída possa ser mais longa e o pai dê de mamar! Cada momento é um novo desafio...

terça-feira, 3 de julho de 2012

Dia de manicure

Sim, hoje foi dia de manicure. Fui acordar a pequena para mamar ainda agora e ela dormia profundamente. Tão profundamente que não acordou nem quando enchi ela de beijo.
Então, peguei na mãozinha dela e me veio a ideia um tanto ousada: hora de cortar as unhas. E assim foi.
Com a tesourinha em punho, enfrentei cada um dos dez dedinhos. O objetivo principal não é cortar rente ao sabugo, e sim evitar os cantinhos pontudos. Resumindo, cortei as unhas da minha filha, deixando bem redondinha, e sem tirar nenhum bifinho! Sucesso puro e mamada generosa de recompensa por ela ter se comportado tão bem durante a minha empreitada.
Mais um obstáculo vencido!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O blog e o bebê

Esse assunto de que, com bebê pequeno, você não tem tempo para mais nada é meio furada... Confesso que tenho medo de dizer essas coisas e, depois, acabar me dando mal, caindo lá no fundo do poço. Mas, por outro lado, em todo lugar que fala sobre bebês recém-nascidos, você lê que eles dormem muito, aproximadamente 16 horas por dia. Das 16 horas, você pode dormir 10h. Sobram 6 horas para tomar banho, comer, ver TV, entrar no computador e otras cositas más, sempre dependendo de como você se organizar.

Pois bem, tenho conseguido me organizar, mas os mil e um temas que brotam na minha cabeça, sobre os quais quero falar, contar, refletir, não tem conseguido se concretizar de fato. Estou anotando tudo numa listinha no iphone e espero, em algum momento próximo, conseguir escrever tudo. Porque é muita coisa, muita coisa boa, muita coisa nova, muita coisa estranha, muitas emoções, muito tudo.

Então, passei por aqui rapidinho, só para dizer que não é necessariamente por falta de tempo que não tenho escrito. É, sim, uma questão de prioridades!

Mas, para não perder a viagem, deixo um beijo e agradeço a todos que estão pensando na gente agora, enquanto a pequena dorme a sono solto, benza Deus!