Minhas opiniões acerca de parto e amamentação nunca foram radicais, nunca fui daquelas que defende a causa com unhas e dentes e sai pela Rio Branco de peito de fora em passeata. Não mesmo! Sempre preferi parto normal e amamentação integral até pelo menos os 4 meses, preferencialmente até os 6.
Aí, chegou minha hora de parir. Parto normal, claro. Afinal, tudo conspirava ao meu favor: Marina encaixada, super dilatação (tanta que o mais seguro foi até induzir o parto, em vez de passear por aí com 6 cm de dilatação...), enfim, tudo perfeito. Começou a indução e nada é tão fácil quanto parece. Duas horas e nada, estava exatamente igual a quando cheguei no hospital. E dá-lhe toque para medir e tentar estourar a bolsa. E dá-lhe desagrado, incomodo e uma dorzinha bem chata. E pode aumentar a anestesia aí, doutor. E nada ainda. Então, já cansada de tudo aquilo, sozinha com o Dani na sala de pré-parto, perguntei se ele não achava melhor resolver logo tudo aquilo, fazer o bebê nascer de uma vez. Não pronunciei a palavra, não perguntei se não era melhor partir para a cesariana, mas foi exatamente isso que eu quis dizer. Ele disse que não, que a gente devia esperar um pouco mais, segurou minha mão e disse que ia dar tudo certo. Ok, esperemos. E esperamos, e a Marina nasceu de parto normal. (Depois conto mais sobre o parto num post específico.)
Aí veio a hora de amamentar. No início, foi difícil, éramos duas que não tínhamos ideia do que fazer. Éramos duas aprendendo juntas. E nada mais difícil (e mais mágico) do que aprender junto, sem ninguém para ensinar. Mas logo aprendemos e deslanchamos. Foi tudo um sucesso. E uma praticidade sem fim. Tá com fome, filha? É só levantar a blusa abrir o sutiã, tirar a concha e meter o bocão! Beleza pura! Aí, ela chora e chora e chora. E tá magrelinha que só. Resultado: a pequena está com fome e a mãe, com pouco leite. (Depois, também vou dedicar um post exclusivo a fase bem sucedida da amamentação.)
Aí começa o estresse. Vamos dar complemento, mas não na mamadeira. O complemento vai através de um tubinho, que ela suga junto com o bico do peito. Assim ela continua estimulando o peito e não se acostuma com a facilidade da mamadeira. Então, a maratona começa assim: ferver água mineral e esfriar até a temperatura certa para ela tomar. Misturar o complemento, colocar no mamatutti, dar o peito. Depois que ela pegar direito, inserir na boca dela, colado ao bico do peito, o tubinho, tipo uma sonda, ligado ao mamatutti com o leite artificial. Aí, ela mama tudo! Mamou? Tem que trocar a fralda. Trocou? Brinca um pouquinho com ela e coloca no berço ou no minhocão do meu lado. Aí, enquanto ela adormece, tenho que tirar um pouco de leite com a bomba para estimular, uns cinco minutos de cada lado. Acabou? Tem que lavar e esterilizar tudo. Pronto? Daqui a mais ou menos uma hora começa tudo de novo! E ainda tem as cápsulas de alfafa, o chá da mamãe, a canjica! Cansou? Eu também!
Aí vem aquele mesmo pensamento lá do dia do parto. Adoraria amamentar minha filha exclusivamente pelo menos até 4 meses, mas é um sacrifício, uma trabalheira, um estresse. É, sim! Não quer dizer que eu vou desistir. Afinal, para isso tenho o Dani, para me incentivar a fazer o melhor para ela, mesmo que tenha que levantar as 4h da manhã e esquentar o leitinho. Realmente, nada como a praticidade da amamentação!
Tem que jogar a vontade de desistir para debaixo do tapete, insistir um pouco mais, persistir e torcer para que a amamentação volte ao normal, que o peito comece a jorrar leite! Não é moleza, mas a Marina agradece!
E, como dizem por aí, there's no free lunch, nem para a pequena!
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Roupinhas e mais roupinhas
Uma coisa que sempre achei dificílima era separar as roupinhas da Marina pelo tamanho certo para cada idade. Cada continente (sim, ela tem roupa de vários continentes), cada país (consequentemente, ela também tem roupa de vários países), cada loja (e até dentro da mesma loja) tem tamanhos e padrões totalmente diferentes.
A etiqueta de uma roupinha diz que é para bebês de 0 a 3 meses ou 3 a 6 quilos. Outra exatamente do mesmo tamanho diz que é para bebês de 62 centímetros (considere que, aos 0 meses, a Marina tinha 50). E agora, José? Essas roupinhas vão para a pilha de que mês?
Além disso, tem aquela loja básica para bebês, tupiniquim mesmo, e lindinha (eu adoro!). Das roupinhas da foto, temos o seguinte:
- lilás: tamanho P, curto no gancho como os PPs, mas com o dobro de largura.
- laranja: tamanho PP (para recém-nascido), mas com o gancho lá do tamanho das roupinhas de 3 meses.
- verde e branco: tamanho PP padrão Marina.
Isso tudo só acarreta em dois problemas: um, perder as roupinhas sem ter usado porque elas estavam na pilha errada. Dois, vestir uma roupa enorme nela (ou mínima) e ter que trocar. Fora isso, vamos levando e arrumando o armário e gaveta constantemente!
A etiqueta de uma roupinha diz que é para bebês de 0 a 3 meses ou 3 a 6 quilos. Outra exatamente do mesmo tamanho diz que é para bebês de 62 centímetros (considere que, aos 0 meses, a Marina tinha 50). E agora, José? Essas roupinhas vão para a pilha de que mês?
Além disso, tem aquela loja básica para bebês, tupiniquim mesmo, e lindinha (eu adoro!). Das roupinhas da foto, temos o seguinte:
- lilás: tamanho P, curto no gancho como os PPs, mas com o dobro de largura.
- laranja: tamanho PP (para recém-nascido), mas com o gancho lá do tamanho das roupinhas de 3 meses.
- verde e branco: tamanho PP padrão Marina.
Isso tudo só acarreta em dois problemas: um, perder as roupinhas sem ter usado porque elas estavam na pilha errada. Dois, vestir uma roupa enorme nela (ou mínima) e ter que trocar. Fora isso, vamos levando e arrumando o armário e gaveta constantemente!
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Gamei
![]() |
| Podia ser mais a cara do pai??? |
Já amo e o que mais me alegra é que ainda vou amar muito, mas muito mais! Sem fim! Para sempre!
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
I do
Depois de uma festa de casamento linda, de uma filha mais linda ainda e de quase dois anos de muita felicidade, tenho certeza de que escolhi o melhor homem para ter ao meu lado pelo resto da vida, para cuidar, criar e amar meus filhos. Para cuidar de mim e me amar também! Então, chegou a hora de passar papel!
Pois é, ainda não éramos casados. Comecei a tomar todas as providências, separar documentos, preencher formulários e mais milhares de burocracias. Resumindo, não entendo como as pessoas casam tanto. Dá uma trabalheira danada!
Pois é, ainda não éramos casados. Comecei a tomar todas as providências, separar documentos, preencher formulários e mais milhares de burocracias. Resumindo, não entendo como as pessoas casam tanto. Dá uma trabalheira danada!
Um dia após o outro
Para mim, uma das coisas mais importantes é entender e controlar os processos. E vamos combinar que, quando estamos lidando com um bebê de um mês e meio, processo não é a coisa mais fácil do mundo. Então, estou me aventurando no grande processo de entender que não há um padrão, que agora não estou mais sozinha no comando.
Hoje, conversando com um amigo, ele me perguntou como estavam as coisas com a filhota, como estava a vida de mãe. Com toda a minha sinceridade, respondi que tinha dias bons e ruins. E foi então que ouvi a resposta mais óbvia e sensata: como tudo na vida, não? Como o casamento, o trabalho e até como nós mesmos. Tem dias em que acordamos melhor ou pior. Brilhante!
Entendido isso, que tudo na vida tem altos e baixos, vamos ao segundo passo para a adaptação à falta de controle. O pior para mim é ter planejado várias coisas para fazer naquele dia e não conseguir chegar nem à metade porque a Marina não para de chorar, a não ser que esteja no aconchego do colo da mãe. Então, hoje cheguei a uma conclusão importante (embora muitos digam que seja também um tanto óbvia) para minha nova vida de mãe: a Marina é a prioridade. O que quer que seja que eu tenho que fazer vai ficar para depois se ela assim decidir. Não tenho mais prazos, não tenho urgências, tenho a Marina.

Mas também não posso viver nessa anarquia 24 horas por dia, 7 dias por semana. Por isso eu tenho o Dani, que chega em casa do trabalho e começa a segunda jornada. Haja gás! E por isso também ganhei minha alforria às sextas. A partir dessa semana, terei uma pessoa para cuidar da Marina às sextas enquanto eu me jogo nesse mundão de meu Deus.
Mas, enquanto a sexta não chega, minha prioridade me chama. E eu vou atendê-la com o coração leve, sabendo que, nesse momento, eu sou só dela!
Hoje, conversando com um amigo, ele me perguntou como estavam as coisas com a filhota, como estava a vida de mãe. Com toda a minha sinceridade, respondi que tinha dias bons e ruins. E foi então que ouvi a resposta mais óbvia e sensata: como tudo na vida, não? Como o casamento, o trabalho e até como nós mesmos. Tem dias em que acordamos melhor ou pior. Brilhante!
Entendido isso, que tudo na vida tem altos e baixos, vamos ao segundo passo para a adaptação à falta de controle. O pior para mim é ter planejado várias coisas para fazer naquele dia e não conseguir chegar nem à metade porque a Marina não para de chorar, a não ser que esteja no aconchego do colo da mãe. Então, hoje cheguei a uma conclusão importante (embora muitos digam que seja também um tanto óbvia) para minha nova vida de mãe: a Marina é a prioridade. O que quer que seja que eu tenho que fazer vai ficar para depois se ela assim decidir. Não tenho mais prazos, não tenho urgências, tenho a Marina.

Mas também não posso viver nessa anarquia 24 horas por dia, 7 dias por semana. Por isso eu tenho o Dani, que chega em casa do trabalho e começa a segunda jornada. Haja gás! E por isso também ganhei minha alforria às sextas. A partir dessa semana, terei uma pessoa para cuidar da Marina às sextas enquanto eu me jogo nesse mundão de meu Deus.
Mas, enquanto a sexta não chega, minha prioridade me chama. E eu vou atendê-la com o coração leve, sabendo que, nesse momento, eu sou só dela!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
As grávidas
Para mim, esse blog tem sido muito importante, porque, embora público, me sinto muito a vontade para falar abertamente sobre tudo (ok, quase tudo). Mas o mais importante é que se trata de um espaço no qual eu me abro de verdade e falo sem ressalvas, falo de coisas que as mulheres não costumam falar (pelo menos não antes de você dar um empurrãozinho).
Mas pra que essa pequena introdução? Para dizer uma verdade muito verdadeira! Outro dia, vi uma grávida na rua. Em vez daquele pensamento típico de "que linda", o que passou pela minha cabeça foi uma coisa totalmente diferente. Pensei que a coitada tava lá, toda linda, grávida e feliz, e não tem a menor ideia da realidade que espera por ela, de como vai ser a vida dela depois que o bebê nascer. Na teoria (e nas palavras dos outros), ela sabe que a vida vai mudar, mas não até que ponto, nem como vai ser. Então, prepare-se para o mês mais intenso da sua vida, amiga grávida!
Já eu fico aqui com uma grande dúvida pairando sobre minha cabeça: como será com o segundinho?
Mas pra que essa pequena introdução? Para dizer uma verdade muito verdadeira! Outro dia, vi uma grávida na rua. Em vez daquele pensamento típico de "que linda", o que passou pela minha cabeça foi uma coisa totalmente diferente. Pensei que a coitada tava lá, toda linda, grávida e feliz, e não tem a menor ideia da realidade que espera por ela, de como vai ser a vida dela depois que o bebê nascer. Na teoria (e nas palavras dos outros), ela sabe que a vida vai mudar, mas não até que ponto, nem como vai ser. Então, prepare-se para o mês mais intenso da sua vida, amiga grávida!
Já eu fico aqui com uma grande dúvida pairando sobre minha cabeça: como será com o segundinho?
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Deixa chorar
Sim, eu sei. Não tem problema deixar o bebê chorar um pouquinho. Até ajudar a fortalecer os pulmões (será???). Minha mãe mesmo me diz isso toda a hora. Diz, inclusive, que ela me deixava chorar. Saía de casa e ia passear no jardim com a filha se esgoelando no berço. Legal, né?!
Só tem um problema, pessoal. Eu moro num quarto e sala! Ele é lindo, charmosérrimo e super disputado, espaçoso e tinindo de novo, um loft dos melhores do mercado, sem dúvida, mas não deixa de ser um quarto e sala quando se trata de ter um bebê chorando no cômodo ao lado.
Então, não, não vou deixar minha filha chorar, não só porque não acho legal para ela, mas porque é pior para mim. O choro estressa, cansa, desestabiliza. Só dá para deixar chorar se você sair de perto, parar de ouvir. Deixar chorar ouvindo o choro é coisa de maluco, juro!
Então, vou lá botar um chupetinha na boca da pequena, segurar os bracinhos dela do lado da orelha, como ela gosta, e acariciar a barriguinha para o choro passar e ela voltar a dormir como um anjo, ou só ficar observando o mundo, com seus olhões quase azuis!
Só tem um problema, pessoal. Eu moro num quarto e sala! Ele é lindo, charmosérrimo e super disputado, espaçoso e tinindo de novo, um loft dos melhores do mercado, sem dúvida, mas não deixa de ser um quarto e sala quando se trata de ter um bebê chorando no cômodo ao lado.
Então, não, não vou deixar minha filha chorar, não só porque não acho legal para ela, mas porque é pior para mim. O choro estressa, cansa, desestabiliza. Só dá para deixar chorar se você sair de perto, parar de ouvir. Deixar chorar ouvindo o choro é coisa de maluco, juro!
Então, vou lá botar um chupetinha na boca da pequena, segurar os bracinhos dela do lado da orelha, como ela gosta, e acariciar a barriguinha para o choro passar e ela voltar a dormir como um anjo, ou só ficar observando o mundo, com seus olhões quase azuis!
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