terça-feira, 28 de agosto de 2012

Eu sabia, mas não tinha ideia

Tem milhares de coisas relativas à maternidade que eu sabia, mas não tinha ideia, milhares mesmo. E elas são de todas as índoles, desde o trabalho que dá até o amor que sentimos. Eu sabia de tudo isso (assim como você deve achar que sabe, mas, na verdade, não tinha ideia. Então, querida e ingênua amiga, não se engane!)

Bem, mas tudo isso para dizer que eu sabia que, depois de parir, o cabelo cai. É, eu sabia, mas não tinha ideia. Sério, você não tem ideia se quanto cabelo cai. Eu diria que está caindo três vezes mais cabelo do que caía antes. E não é só no banho, não. É toda a hora, é só passar a mão no cabelo e lá se vão uns cinco preciosos fios! And counting...

Neuras

Cada mãe tem suas neuras. Várias dizem que acordam no meio da noite e vão até o berço ver se o bebê está respirando. Taí uma coisa que eu nunca fiz e que, até agora, ainda não me grilou. Mas, em compensação, a pior coisa para mim é quando ela engasga. Engasgo é pior até que as golfadas, que já me aterrorizaram (e acho que só não me aterrorizam mais porque diminuíram bastante, pelo menos por enquanto).

O engasgo é terrível. Ela tá lá mamando na maior paz e, de repente, larga o peito e começa a tossir e respirar tentando puxar ar, mas com aquele barulho de dificuldade infinita. E os olhinhos ficam todos marejados, e o rosto, vermelho. E eu não sei o que fazer. Levanto os bracinhos dela, dou tapinhas de leve nas costas e brigo, sempre, para ela aprender que não pode fazer isso com a mamãe. Marina não pode engasgar, aiaiai!

domingo, 26 de agosto de 2012

Meus dias de glória

É chegada a hora de contar a história dos dias de glória da amamentação, afinal não quero que fique parecendo que eu só faço reclamar. Porque isso bem não é verdade.

Tudo começou ainda na maternidade, quando não sabíamos o que fazer, nem muito menos como fazer. Aí, uma enfermeira simpática nos ajudou, ensinou as técnicas. Aí, veio outra enfermeira não tão simpática, que levou um esporro do Dani e voltou com o rabinho entre as pernas, também disposta a ajudar. Já em casa, tivemos nossos primeiros dias de dificuldade, logo superados com a ajuda fundamental da Stephanie.

Amamentar pode parecer a coisa mais simples e natural do mundo, mas não é. É difícil e requer prática. Pior do que andar de bicicleta. Depois que você aprende, aí sim vira moleza. Mas, até lá, a gente pena, mãe e filha juntas! Por isso, nesse primeiro momento, toda ajuda é bem-vinda. E quanto mais rápido você agir e procurar ajuda, melhor será! A gente foi na Stephanie e ela ajudou muito. O mais importante foi dar confiança e a certeza de que é assim mesmo, com dias mais fáceis e outros mais difíceis.

Depois disso, a amamentação deslanchou. Foi ótimo. Ela mamava e eu estava tranquila. Via TV, mexia no celular, falava no telefone. (Porque esse negócio de curtir a amamentação, amamentar num lugar calmo para se conectar com o seu filho é muito romântico, mas só funcionaria se você amamentasse uma vez por dia. Lembre-se que você amamenta oito vezes por dia, com uma duração de, em média, 20 minutos, o que representa quase três horas do seu dia! Sério, não dá para chorar e escrever poesia todas as vezes!)

Era uma praticidade sem tamanho. Tá com fome? Levanta a blusa, solta o sutiã, tira a concha e mete o bocão! Além disso, ainda tem o lado emocional, de saber que você está alimentando seu filho, provendo tudo que ele precisa para sobreviver. Isso é muito legal. E o vínculo que se estabelece durante a amamentação também é muito forte. (Pode ter momentos de estresse, claro, mas cabe a mãe e filho superarem isso juntos, mais um motivo para fortalecer ainda mais o vínculo.)

Percebo tudo isso agora que a amamentação deixou de ser integralmente no peito. Agora, quando a Marina fica presinha no peito, sem a sonda do mamatutti, acho tão gostoso e curto tanto que continuo firme e forte tentando recuperar meu leite! E dá-lhe canjica, chás, homeopatia e até plasil!!!

Fora que a fórmula é caríssima, desregula o intestino e não tem os meus anticorpos. Eu tinha me dado 15 dias antes de desistir, mas mudei de ideia. Vamos até o fim de setembro com o esquema peito + fórmula, para que a gente continue pertinho uma da outra e para que ela absorva todos os meus anticorpos. E até lá, quem sabe, meu leite não volta? Torçam!

O ser humano é engraçado, né? Nunca está satisfeito. Quando amamentava, tinha momentos em que eu achava aquilo uma chateação. Agora, tudo que eu quero é voltar a amamentar. E já acho até que era super prazeroso. É preciso aprender a curtir o que temos, sem olhar para a grama verde do vizinho. Afinal, o nosso jardim é sempre mais florido!

sábado, 25 de agosto de 2012

Louca, eu?

Uma vez, uma amiga me disse que tinha umas mães malucas que compravam balança igual a de consultório pediátrico para pesar a criança em casa. Eu, com toda a minha sabedoria pré-maternidade, julguei e condenei tais mães loucas e neuróticas. Pois agora eu digo: "quero minha balança!".

Ou, então, quero um peito transparente com marcas de medidas, para saber direitinho quanto foi consumido em cada mamada. E só!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

É menino?

Prezado transeunte,
Aí vão algumas dicas para você!

1) Em primeiro lugar, não interaja excessivamente com bebês desconhecidos, no meio da rua. Caso você realmente não consiga se controlar, continue lendo as dicas abaixo.

2) Em pleno século 21, ainda existe a convenção de que menina só pode usar rosa e laçarotes. Se estiver de azul, amarelo ou verde, é menino... Nada disso! As meninas modernas vão muito além do rosa. Ouso dizer inclusive que as meninas modernas abominam o rosa! Então, se vir um bebê de azul, não pressuponha que é menino. Pergunte! E não pergunte dizendo: "é menino?". É estúpido e preconceituoso. Se estiver na dúvida, diga simplesmente: "que bebê lindo. É menino ou menina?". Fácil, não?

3) Se ninguém pediu a sua opinião, não dê. Já nos bastam os palpites da família e amigos. Não quero receber pitaco de desconhecido sobre a minha filha. Faça-me o favor! Pode avisar se a meia estiver caindo ou a mantinha arrastando no chão, mas não me venha com: será que ELE não está com frio? Será que a cordinha da chupeta está incomodando ELE? Primeiro, não é ele. Segundo, não se meta!

4) Eu não te conheço, então não toque no meu bebê. Eu não te conheço e a sua mão está suja, então, de novo, não toque no meu bebê. Também não precisa meter o carão dentro do carrinho para ver o bebê, afinal eu não te conheço!

Garanto que, com essas poucas dicas, você vai se comportar muito melhor perto de bebês e mães desconhecidas. By the way, pode elogiar, mas também não precisa exagerar!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O efeito Marina

Não é segredo nenhum que filho muda a vida da gente. Acho que a gente não tem noção de quanto, mas sabe, em teoria, que vai mudar e vai ser para sempre. Nada será como ontem...

Mas não é só a gente que muda, não são só os pais. Adoro ver o efeito Marina em todo mundo. Não é só porque é minha filha, não, mas ela é especial e toca fundo no coração de todos ao redor.

Adoro ver o relacionamento do meu irmão com ela. Sempre soube que ele gostava de criança, mas nunca imaginei que ele fosse criar laços tão fortes e tão rápido, e com um bebezinho que ainda reage tão pouco. Já a minha mãe, acho que deve gostar mais dela do que gostava de mim quando eu tinha dois meses. Elas se entendem no olhar, e conversam em italiano! Conversam não, minha mãe lê poesia em italiano para a pequena. Meu pai, o mais discreto da turma, fica com o rosto todo bobo quando segura a Marina. E minha avó tá sempre fazendo questão de marcar o território dela. Se o fulano segura, ela tem que segurar também! Minha prima ficou tão emocionada quando a Marina nasceu (eu não vi, mas me contaram) que eu também me emociono.

Do lado do Dani então, a Marina foi como o cavalo azarão que venceu a corrida e terminou coberto de lauréis! Ninguém mais esperava outro neto ou sobrinho, e a pequena veio para realizar o maior desejo do Dani e encher de alegria e orgulho todo mundo que já achava que nunca veria ele com um bebezinho nos braços. Adoro ver como minha sogra acompanha cada novidade dela, como a tia dele fica emocionada ao ver o sobrinho realizando um sonho, como a irmã vira tia babona, mesmo com três filhos maiores de idade, e até o priminho, que ficou cheio de ciúmes agora que não é mais o caçula.

Isso só para falar da família, e mesmo assim só de algumas pessoas. Ainda tem todos os amigos, a Carlota, madrinha toda boba, e a Nez, vodrinha, que já fez até o mapa da Marina, que diz que ela veio para transformar.

E veio mesmo. Para transformar um casal numa família!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Aqueles dias (de emoção)

Como diriam as mulheres que menstruam, hoje estou num daqueles dias, aqueles em que você se emociona até com comercial de margarina, imagina com o rostinho lindo da sua filha?!

Minha meia-irmã, filha da mulher do meu pai, acabou de ter filho. Perguntei como ela estava e recebi a seguinte resposta: "muy impresionada". Pois hoje, após quase dois meses, posso dizer que essa sensação não passa. Pelo contrário, só aumenta. Minha filha me impressiona cada vez mais.

Então, num dia sensível, fiquei muito impressionada com a magia do sentimento que minha filha desperta em mim. Primeiro, estava vendo um programa de culinária e o prato era hambúrguer. A apresentadora mostrava como fazer hambúrguer para vários gostos, para satisfazer toda a família. Isso foi o suficiente para eu imaginar minha família jantando junta, sentada ao redor da mesa, cada um contando um pouco do seu dia, rindo, relaxando, a vontade. É a realização de um sonho! Minha família! Pronto, primeiras lágrimas do dia.

Um pouco mais tarde, depois de amamentar, a Marina estava no meu colo. Com uma mão, ela fez um carinho nas minhas costas. E a outra ela meteu dentro da minha blusa, agarrando a alça do meu sutiã. E pronto, mais lágrimas!

Realmente, a maternidade é um milagre! A alegria que desperta aumenta a cada dia, me transformando numa pessoa melhor (ou pelo menos diferente).

Pronto, fim de post com lágrimas nos olhos. E muito amor no coração!