segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Perfume francês

Para aqueles inocentes que foram por tanto tempo enganados, achando que cocô de bebê só passava a ter cheiro depois que entrassem os sólidos, tenho uma coisa a revelar: cocô de bebê também fede, e como! Nada de perfume francês, nada de aroma do campo, é cheiro ruim mesmo, daqueles que você olha (ou sente) e pensa: "como uma princesa tão linda pode fazer um cocô tão fedorento?"

Os incríveis

Eu tenho uma família incrível! Meu bebê é incrível e meu marido é incrível!

Para exemplificar a afirmação acima, vou contar um pouco como foi o casamento de uma amiga, em Itaipava, com bastante frio e muita animação.

Saímos de casa já atrasados e subimos a serra. A pequena mamou assim que chegou, antes mesmo de a cerimônia começar. Como madrinha, fiquei lá na frente com ela no colo, mas ela começou a chorar, então entreguei para o pai. Confesso que, depois dessa choradinha, fiquei com um pouco de medo do que seria o resto da festa. Mas, para a minha grande surpresa, foi tudo uma maravilha!

Ela dançou, brincou, dormiu, mamou, só não chorou mais! E foi a sensação da festa. Todo mundo já sabia quem era o bebezinho de dois meses que participou de tudo, junto com toda a família.

E o pai, todo orgulhoso, rodopiava com ela na pista, coisa linda de se ver. Dançaram forró, sambaram, jogaram confete e serpentina. Fizeram a festa!

Aí chegou a hora de ir embora e bateu aquele medinho de novo. Dizem que, ao submeter o bebê a um meio cheio de estímulos e barulhos, quando ele chega no silêncio, em vez de estar morto de cansaço e só querer dormir (como nós), pode acabar ficando muito excitado e over stimulated e, pelo contrário, não conseguir dormir, sentindo falta da barulhada e confusão. Adivinhem o que aconteceu?

Acertou quem disse que ela apagou no bercinho do hotel!!! Meu incrível bebê!!!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Dois meses

Uma amiga diz que o mesversário é um exemplo de como a criança vira o centro do mundo na vida dos pais e de toda a família. Embora ela vire mesmo, não é bom alimentar isso. E eu concordo. A criança nasceu, entrou para a família, virou a coisa mais linda do mundo (acho que já disse isso hoje, né?), mas a vida segue! Enfim, concordo com a teoria de que é importante a criança fazer parte da família, sem dominá-la. Agora o mais importante é colocar isso em prática. Prometo que vou tentar!

Os dois meses da Marina (que já estão quase virando três), por exemplo, passaram sem bolinho de comemoração. Confesso que não foi proposital. Não pensei: "não vou fazer bolinho para ela não virar o centro do universo". Foi mera preguiça mesmo. Mas, embora tenhamos ficado sem bolinho, pelo menos tivemos as fotinhos da dinda! Lindas como sempre!

E agora todo mês faremos uma nova!

O primeiro sorriso

Várias coisas acontecem e demoram um pouco até serem devidamente relatadas, como o parto, né? ;-)

Bem, mas já tem um tempinho que a Marina ri e conversa. É a coisa mais linda do mundo. Eu fico cada vez mais chocada de como a gente é capaz de achar que o nosso filho é o ser mais lindo do universo. Porque a minha filha é o ser mais lindo e incrível do universo. Às vezes, fico parada do lado do berço, só olhando para ela. E dá um gosto tremendo. E quando ela me vê ali e começa a sorrir para mim? Para tudo! E para mesmo. Se bobear, acho até que a Terra para de girar só para ver aquele sorrisinho! Nossa, o coração dói só de lembrar. E ela ainda emite vários sons. Dá para ver que é difícil, que ela ainda estava desvendando como se faz para aquele som sair, mas está tentando. E eu rindo mais que ela, boba que só com cada gritinho. Amo!

Habemos babá!

Para o bem ou para o mal, habemos babá!

Sempre fui muito independente e fazedora e, com a Marina ainda tão minúscula, passei um período longo (talvez mais que o necessário, mas já tenho um post encaminhado sobre o assunto) quase sem sair de casa. Resultado: eu dependia de gente para tudo. Preciso comprar isso, tirar dinheiro no banco, ir ao correio, qualquer coisa. Minhas saídas semanais, enquanto o Dani ficava em casa com ela, viravam verdadeiras maratonas, correndo de um lado para o outro para dar tempo de resolver tudo. Ufa!

Além disso, as coisas que tenho para fazer em casa também acabaram ficando estacionadas, principalmente depois da minha epifania, ao me dar conta que eu estou aqui para servir à minha filha. Se ela chora, não tenho que me irritar porque ela está me interrompendo. Na verdade, eu é que interrompi minha função principal ao sentar na frente do computador. É só inverter as prioridades!

Agora, com a babá, estou mais livre, tanto para fazer as minhas coisas na rua quanto em casa. Já estou escrevendo os posts novamente no computador, e não pelo celular. Oba!

Mas, como tudo na vida, tem o lado bom e o lado ruim. Do lado bom, eu tenho a minha liberdade de volta, posso sair, trabalhar, descansar. Além disso, peço para ela fazer certas coisas que me davam preguiça, confesso, tipo colocar ela para dormir sem chupeta ou colocar para tirar uma soneca no berço. E agora quero começar a estabelecer uma rotina de verdade para a Marina, com passeios na Lagoa, muitas mamadas e sonecas. Outro lado bom, muito bom, foi a babá escolhida. Ela é ótima. Lê livrinhos para ela, canta, é carinhosa. Além disso, tem iniciativa, se prontifica a ajudar. Um acerto.

Por outro lado, eu perco um pouco da minha privacidade e do meu sossego em casa. Isso sem falar na culpa, aquela minha grande amiga que, vira e mexe, vem me visitar. Eu me sinto muito dondoca com uma babá. Pego a Marina, dou de mamar, brinco um pouco e devolvo para a babá, que vai trocar a fralda e botar para dormir. Enquanto isso, volto e sento no computador para retomar meus afazeres. Sei que muitos vão me dizer que é besteira, mas não consigo evitar a sensação de dondoquice ao estender a minha filha e entregá-la para a babá. Fora que dá aquele medinho de ela não dormir mais comigo, não me reconhecer mais como sua mãe e tal... Mais besteira? Será?

Mas tenho que superar esse lado ruim e aproveitar tudo que o lado bom tem para me oferecer!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Amamentação: sim ou não?

De todos os problemas que achei que poderia ter com a amamentação, ficar sem leite nunca foi um deles. Achei que podia doer, que podia empedrar e doer mais ainda, que o bico podia rachar, que... bem, basicamente só isso. Quando as pessoas falam das dificuldades da amamentação, só falam disso, então só passava isso pela minha cabeça. A verdade é que simplesmente nunca achei que não fosse dar certo.

Sei que estou ficando monotemática no assunto, mas é que estava aqui pensando nas mulheres que decidem não amamentar. Como assim decidir não amamentar? Fala sério! Como pode? Eu queria... Realmente queria tanto... Fiz tudo que eu pude e, ainda assim, não deu certo. Mas agora é bola para frente. Afinal, não tem um monte de gente fissurada em parto natural (em casa, de cócoras, sem anestesia e otras cositas más) que também não acaba na cesárea? Fazer o quê?

Das duas uma: pelo menos eu tive parto normal!!!

Era uma vez um leitinho...

Desde que introduzimos o leite artificial na alimentação da Marina, minha cabeça já foi e voltou mil e uma vezes. Primeiro, a decisão era: vou aguentar essa situação por quinze dias, ver se surte efeito e, se não surtir, partir para o complemento.

Aí, conversando com a Stephanie, mais uma vez ela, dizendo coisas tão óbvias e simples, mas tão certeiras, entendi que não importa com que leite a Marina vai engordar, se é o meu ou o complemento, mas que o meu leite que ela suga, mesmo que pouquinho, vai fazer toda a diferença para ela, deixá-la mais forte e protegida. Fora que a gente prolonga essa ligação que é realmente muito forte, tão forte que você só sente quando não tem mais... Depois dessa conversa, decidi insistir até ela fazer 3 meses, afinal dizem que, aos 3 meses, tudo muda.

Mais um tempinho se passou, fomos à pediatra. Ela, que é adepta do natural e gosta de uma homeopatia, me falou para tomar plasil. E eu tomei! E acabei me acostumando com o mamatutti, com a sondinha e toda essa logística. O processo já não era mais tão penoso. Então, mudei de ideia de novo e decidi insistir mais ainda, enquanto desse, até os 4 meses, já que é o tempo em que estarei em casa mesmo.

Aí, hoje, não é que tudo muda de novo. Quando pinta uma dificuldade, o ser humano bate em retirada. E é assim que me sinto agora. As três últimas mamadas foram bem difíceis (num grau crescente!), com ela chorando, se esgoelando, sem sugar muito, chegando até a dormir no peito, coisa que não acontecia há muito e muito tempo... Na última, até desisti e passei para a mamadeira. E resolvi testar e tirar um pouco com a bomba para entender melhor a situação. (Faz mais de uma semana que eu não mexia na bomba.) E pronto... 5ml dos dois peitos. Coitada da minha magrelinha barriguda! Acho que vamos acabar pondo um ponto final a isso antes do esperado, do desejado e do batalhado... E dá-lhe Nan.