Criada pela religião e alimentada pela sociedade, a culpa está aí para todo mundo, e eu também não escapei.
Ontem, estava assistindo ao primeiro episódio de uma série nova, sobre um casal com um bebê recém-nascido, Up all night. A série nem é tão boa, mas o episódio era sobre a volta ao trabalho da mãe, enquanto o pai fica em casa cuidando do bebê, decisão deles. Logo numa das primeiras cenas, ela diz que está morta de cansaço, que tem que trabalhar o dia todo e ainda chega em casa para cuidar do bebê. Ao que o marido responde, de cara: e você acha que cuidar de criança não dá trabalho? Bingo!
Por sorte a minha, o Dani nunca me disse nada parecido. Muito pelo contrário, ele diz justamente que não sabe como eu aguento, que deve ser tão ou mais difícil que o trabalho dele passar o dia todo cuidando de um bebê, em regime de dedicação exclusiva. E ele ainda é um dos maiores incentivadores do projeto babá.
Mas isso não significa que a culpa não me ronde por aí. Afinal de contas, ele passou o dia todo trabalhando, com vários assuntos estressantes na cabeça, vários clientes reclamões para atender e por aí vai. Enquanto isso, eu passei o dia todo em casa, sem sair, cuidando de um bebê, às vezes chorando, às vezes não. Então, ele chega de noite, mais tarde do que nós três gostaríamos, e eu, morta de cansaço, quero que ele, morto de cansaço, cuide do bebê para eu poder descansar um pouco. Fica a pergunta: é justo? É certo exigir que ele, depois de um dia mega estressante e cansativo, ainda chegue em casa e cuide de um bebezinho lindo, mas cheio de cólica?
E aí entra em cartaz a tão falada culpa. Porque eu acho que não, não é justo, mas também preciso de um tempinho, de um autus, de um intervalo na função mãe 24/7.
O pior é que não acabou. A maldita da culpa ainda é dupla! Além dessa primeira culpa, tem outra! A segunda culpa se deve ao fato de que eu estou sem trabalhar, sem produzir, sem ganhar dinheiro. Pode ser temporário, mas incomoda mesmo assim. Sabe a máxima "tudo que sobe tem que descer", "tudo que entra tem que sair". Pois é, comigo tem saído mesmo sem entrar. Na verdade, só tem saído, sem entrar. E dá-lhe culpa. E dá-lhe angústia...
quinta-feira, 26 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
Um mês
(Antes de começar o terceiro post do mesmo dia, num dia em que comecei reclamando que minha filha não parava de chorar, sinto que devo uma explicação. Não, não estou no computador. Estou no celular, no aplicativo novo do blogger que eu baixei. Passei a manhã com ela do meu lado, parando de tempos em tempos para atender um chorinho ou dar de mamar. Resolvida a questão, vamos ao um mês da Marina.)
Curti e sofri cada momento, me deliciei em cada boca desdentada aberta, num ensaio de sorriso, me desesperei nas primeiras trocas de fralda, acompanhadas de mais xixi e coco, me especializei em amparar esse xixi e coco extra, sem desespero! Dormi menos, amei mais. Troquei o certo e estável pelo incerto e pela novidade, e que novidade!
Foi só um mês, que não passou nem rápido demais nem devagar demais. Não parece que ela nasceu ontem, parece que ela nasceu há um mês, o mês mais intenso da minha vida!
Tanto a dizer, tanto a viver, tanto a agradecer, tanto a amar!
Curti e sofri cada momento, me deliciei em cada boca desdentada aberta, num ensaio de sorriso, me desesperei nas primeiras trocas de fralda, acompanhadas de mais xixi e coco, me especializei em amparar esse xixi e coco extra, sem desespero! Dormi menos, amei mais. Troquei o certo e estável pelo incerto e pela novidade, e que novidade!
Foi só um mês, que não passou nem rápido demais nem devagar demais. Não parece que ela nasceu ontem, parece que ela nasceu há um mês, o mês mais intenso da minha vida!
Tanto a dizer, tanto a viver, tanto a agradecer, tanto a amar!
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| By dinda! |
Colo ou berço: o dilema!
Colo e berço nunca tinha sido um dilema para mim, mas virou.
Aqui em casa, a rotina é mais ou menos assim: de manhã, a Marina fica no bercinho, às vezes dormindo, às vezes acordada, às vezes mais pra lá do que pra cá. Eu aproveito para fazer várias coisas: ver TV, ficar no computador, dar uma arrumada na casa, ler, fazer um bolinho... Se ela chorar, eu acudo. Fico do ladinho dela até ela se acalmar. Se for cólica, massageio a barriguinha até passar, se a chupeta tiver caído, coloco de volta, se a fralda estiver suja, troco, se for fome, dou de mamar. Aí, de tarde, recebo as visitas. Ela continua no berço até a hora de mamar e, depois, fica na sala com a gente, passando de braço em braço, curtindo a bagunça. Umas vezes dorme nos colos, outras fica acordada. Quando não tem visita, a gente também fica junta, deitadas na minha cama ou no sofá. Aí o Dani chega, fica um pouco com ela, a gente dá o banho, mamar e bercinho. Pronto, sem dilema.
No fim de semana, com o Dani em casa, aquela rotina muda bastante e ela passa o dia quase todo com a gente, no colo ou no carrinho, mas nada de berço. E adora! Fica numa boa!
Aí, um belo dia, a minha secretaria do lar me pergunta por que eu não pego mais ela no colo, por que só deixo ela no berço. E ela estava tão bem lá no bercinho dela, curtindo suas manhãs (e eu as minhas)... Mas, pronto, instalou-se o dilema.
Aí vem a segunda-feira e nada de querer ficar no berço. Berço = choro. Colo = alegria pura!
Aí vem a terça. Parece que tem formiga no berço... E a paciência da mãe vai dar aquele passeinho esperto.
Então eu me pergunto, poderá ela ter se acostumado assim tão rápido e estar já viciada em colo? Ou será que é tudo imaginação da minha cabeça e eu mesma estou sugestionando a mim e a minha filha a isso? O lado psicológico da coisa é forte e tenho que combatê-lo.
Ela volta para o berço é agora, mesmo que eu tenha que passar a manhã toda do lado dela, dando um apoio moral. Força, Lulu!!! Força, Marina!!!
Aqui em casa, a rotina é mais ou menos assim: de manhã, a Marina fica no bercinho, às vezes dormindo, às vezes acordada, às vezes mais pra lá do que pra cá. Eu aproveito para fazer várias coisas: ver TV, ficar no computador, dar uma arrumada na casa, ler, fazer um bolinho... Se ela chorar, eu acudo. Fico do ladinho dela até ela se acalmar. Se for cólica, massageio a barriguinha até passar, se a chupeta tiver caído, coloco de volta, se a fralda estiver suja, troco, se for fome, dou de mamar. Aí, de tarde, recebo as visitas. Ela continua no berço até a hora de mamar e, depois, fica na sala com a gente, passando de braço em braço, curtindo a bagunça. Umas vezes dorme nos colos, outras fica acordada. Quando não tem visita, a gente também fica junta, deitadas na minha cama ou no sofá. Aí o Dani chega, fica um pouco com ela, a gente dá o banho, mamar e bercinho. Pronto, sem dilema.
No fim de semana, com o Dani em casa, aquela rotina muda bastante e ela passa o dia quase todo com a gente, no colo ou no carrinho, mas nada de berço. E adora! Fica numa boa! Aí, um belo dia, a minha secretaria do lar me pergunta por que eu não pego mais ela no colo, por que só deixo ela no berço. E ela estava tão bem lá no bercinho dela, curtindo suas manhãs (e eu as minhas)... Mas, pronto, instalou-se o dilema.
Aí vem a segunda-feira e nada de querer ficar no berço. Berço = choro. Colo = alegria pura!
Aí vem a terça. Parece que tem formiga no berço... E a paciência da mãe vai dar aquele passeinho esperto.
Então eu me pergunto, poderá ela ter se acostumado assim tão rápido e estar já viciada em colo? Ou será que é tudo imaginação da minha cabeça e eu mesma estou sugestionando a mim e a minha filha a isso? O lado psicológico da coisa é forte e tenho que combatê-lo.
Ela volta para o berço é agora, mesmo que eu tenha que passar a manhã toda do lado dela, dando um apoio moral. Força, Lulu!!! Força, Marina!!!
Paciência? Tem, mas acabou...
Sei que não posso reclamar, que minha filha é um amor, linda, cheia de saúde e não se esgoela o tempo todo. Mas tem dias que...
Paciência nunca foi uma das minhas virtudes. Não acreditam? Perguntem para o meu irmão! Ele e seu dente quebrado são testemunhas. Até acho que, com a maternidade, me superei nesse quesito. Mas tudo tem limite, né?! E, em alguns dias, como hoje (ou melhor, em alguns momentos, como agora), a paciência vai dar um passeio e me larga aqui sozinha com a pequena. O que fazer nessas horas? As opções são muitas: deixar ela se acabar de chorar enquanto eu vejo TV? Ou ir dar uma volta na Lagoa e deixar ela bem aconchegada no bercinho? Ou tomar umas gotinhas de rescue, deitar do lado dela e dizer como a amo, como nunca vou abandonar ela, como sempre vou estar ao seu lado.
Aí, é só dar um tempo e esperar a dona Paciência voltar do seu passeio! Não demora, tá?!
Nesses momentos, penso bastante na sugestão do Dani de ter uma babá, antes mesmo do meu retorno à vida profissional. Às vezes, acho meio coisa de madame, afinal licença maternidade é para cuidar do bebê, e não para largar a criança em casa e ir bater perna por aí. Mas tem horas em que não dá para se dedicar exclusivamente a ela. Pelo menos eu não consigo. Pode ser um defeito, uma fraqueza, mas, às vezes, preciso ter umas horinhas seguidas para mim, sem interrupções, sem choros, sem peitos, sem fraldas sujas. Um tempo para fazer qualquer coisa: trabalhar um pouco, ver email, brincar no facebook, fazer a mão, almoçar com a mamãe, jantar com o Dani, passear com as amigas, malhar, espairecer, qualquer coisa.
Não amo minha filha menos por isso, por, às vezes, não ser paciente como eu gostaria com ela. Infelizmente, sei que isso vai me acompanhar e me assombrar ao longo da vida, mas é assim que as coisas são. Aos poucos, a irritação passa, o rescue faz eleito, ele dorme 15 minutinhos seguidos e pronto! Estou pronta para outra!
Paciência nunca foi uma das minhas virtudes. Não acreditam? Perguntem para o meu irmão! Ele e seu dente quebrado são testemunhas. Até acho que, com a maternidade, me superei nesse quesito. Mas tudo tem limite, né?! E, em alguns dias, como hoje (ou melhor, em alguns momentos, como agora), a paciência vai dar um passeio e me larga aqui sozinha com a pequena. O que fazer nessas horas? As opções são muitas: deixar ela se acabar de chorar enquanto eu vejo TV? Ou ir dar uma volta na Lagoa e deixar ela bem aconchegada no bercinho? Ou tomar umas gotinhas de rescue, deitar do lado dela e dizer como a amo, como nunca vou abandonar ela, como sempre vou estar ao seu lado.
Aí, é só dar um tempo e esperar a dona Paciência voltar do seu passeio! Não demora, tá?!
Nesses momentos, penso bastante na sugestão do Dani de ter uma babá, antes mesmo do meu retorno à vida profissional. Às vezes, acho meio coisa de madame, afinal licença maternidade é para cuidar do bebê, e não para largar a criança em casa e ir bater perna por aí. Mas tem horas em que não dá para se dedicar exclusivamente a ela. Pelo menos eu não consigo. Pode ser um defeito, uma fraqueza, mas, às vezes, preciso ter umas horinhas seguidas para mim, sem interrupções, sem choros, sem peitos, sem fraldas sujas. Um tempo para fazer qualquer coisa: trabalhar um pouco, ver email, brincar no facebook, fazer a mão, almoçar com a mamãe, jantar com o Dani, passear com as amigas, malhar, espairecer, qualquer coisa.
Não amo minha filha menos por isso, por, às vezes, não ser paciente como eu gostaria com ela. Infelizmente, sei que isso vai me acompanhar e me assombrar ao longo da vida, mas é assim que as coisas são. Aos poucos, a irritação passa, o rescue faz eleito, ele dorme 15 minutinhos seguidos e pronto! Estou pronta para outra!
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Cursos, consultas e a francesa
Finalmente chegou a hora de falar dos cursos de grávida e da francesa. É tanta coisa acontecendo que tenho mais assunto do que disponibilidade para escrever... Bem, então vamos por partes, começando do início.
Ainda grávidos, fizemos alguns cursos com a Stephanie, do Prepar. Foram eles: amamentação 1 e 2, banho e cuidados com o bebê e o enxoval.
Os dois cursos de amamentação são muito bons. No primeiro, ela fala dos primeiros 10 dias de vida do bebê, as etapas da amamentação para a mulher (colostro, apojadura e descida do leite) e a rotina do bebê (praticamente inexistente). No segundo, é a criação da rotina, que permanece mais ou menos a mesma até os 3 meses, e sofre alguns ajustes de 3 a 6 meses. Achei muito bom e estou colocando em prática vários ensinamentos dela.
À aula de enxoval fui com a minha mãe (liberei o Dani dessa). Ela fala muito sobre a arrumação das malas para levar à maternidade. Mas também dá várias dicas do que comprar nos EUA e, principalmente, do que não comprar para otimizar e economizar! E ainda apresenta o conceito Montessoriano do quarto de bebê sem berço, com um futon. Bem legal.
O último curso foi o melhor! Ela diz que o banho deve ser dado no chuveiro, pelo pai. Depois vou contar melhor como foi a nossa experiência. Mas já ainda que é mágico!
Além dos cursos, a francesa ainda vende vários produtinhos lá, dos quais indico alguns:
- o trocador antirrefluxo (não comprei, mas peguei emprestado. O melhor de tudo, além de ser antirrefluxo, é deixar o bebê de frente para você na hora de trocá-lo, e não de lado, como a maioria dos trocadores.)
- camisola de amamentação (é genial! Pena que veio essa onda avassaladora de frio, que nem está me deixando usar a minha. A melhor roupa de amamentação que eu tenho!)
- concha de amamentação (também é vendida em farmácias, mas não é toda farmácia que tem. Para mim, foi meio difícil encontrar e ainda foi mais caro do que o preço dela.)
- o minhocão (outro achado genial! Antes da Marina nascer, ele servia de almofada para mim. Depois de várias noites mal dormidas por causa do barrigão, lembro que, na primeira vez em que dormi com o minhocão, não acordei a noite inteira, quase uma façanha para grávidas. Já com a Marina, ele serve tanto como almofada de amamentação como como "ninho". Como estamos usando mais no formato ninho, para ela dormir bem aconchegada, forrado uma fronha, fica meio difícil ficar botando e tirando a fronha com a Marina nos braços. Então não temos usado como almofada de amamentação.)
Por fim, além dos cursos e produtinhos, ela também faz atendimentos personalizados. Na primeira quinta-feira da Marina, em que eu estava meio desesperada, achando que ela não estava mamando, cheia de inseguranças, fui até a casa dela para uma "consulta". O esquema é ótimo. Você fica duas horas lá e reproduz todo o processo de amamentação que faria em casa, com a diferença de que ela está lá te ajudando! E ela ainda pesou a Marina antes e depois da mamada e disse mais ou menos quanto ela tinha mamado! Foi uma ajuda muito mais psicológica, que meu deu mais segurança para enfiar a cabeça do bebê no peito quando necessário, sem medo, me mostrou que ela estava mamando super bem e me deixou mais confiante. Era tudo que eu precisava. Não hesitaria em ir até lá novamente, se ficasse grilada com alguma coisa.
Mas nem tudo são rosas... Ela tem um jeitão bem francês, que não te cativa de cara. Além disso, achei as aulas muito longas. (As nossas começaram às 19h30 e terminaram depois de 22h30. Foi meio exagerado, principalmente porque, às vezes, ela divagava muito, fugindo do assunto ou se estendendo demais.) Ela também é um pouco radical demais em relação a alguns temas. Eu acho, sim, que é melhor humanizar o nascimento ao máximo possível, mas não tem tanto problema deixar o bebê na incubadora por duas horinhas, tem? E os preços são um pouco salgados, principalmente se você fizer muita coisa. Mas, no final, vale a pena. Eu indico!
Ainda grávidos, fizemos alguns cursos com a Stephanie, do Prepar. Foram eles: amamentação 1 e 2, banho e cuidados com o bebê e o enxoval.
Os dois cursos de amamentação são muito bons. No primeiro, ela fala dos primeiros 10 dias de vida do bebê, as etapas da amamentação para a mulher (colostro, apojadura e descida do leite) e a rotina do bebê (praticamente inexistente). No segundo, é a criação da rotina, que permanece mais ou menos a mesma até os 3 meses, e sofre alguns ajustes de 3 a 6 meses. Achei muito bom e estou colocando em prática vários ensinamentos dela.
À aula de enxoval fui com a minha mãe (liberei o Dani dessa). Ela fala muito sobre a arrumação das malas para levar à maternidade. Mas também dá várias dicas do que comprar nos EUA e, principalmente, do que não comprar para otimizar e economizar! E ainda apresenta o conceito Montessoriano do quarto de bebê sem berço, com um futon. Bem legal.
O último curso foi o melhor! Ela diz que o banho deve ser dado no chuveiro, pelo pai. Depois vou contar melhor como foi a nossa experiência. Mas já ainda que é mágico!
Além dos cursos, a francesa ainda vende vários produtinhos lá, dos quais indico alguns:
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| Formato "ninho", mas ainda sem a fronha. |
- camisola de amamentação (é genial! Pena que veio essa onda avassaladora de frio, que nem está me deixando usar a minha. A melhor roupa de amamentação que eu tenho!)
- concha de amamentação (também é vendida em farmácias, mas não é toda farmácia que tem. Para mim, foi meio difícil encontrar e ainda foi mais caro do que o preço dela.)
- o minhocão (outro achado genial! Antes da Marina nascer, ele servia de almofada para mim. Depois de várias noites mal dormidas por causa do barrigão, lembro que, na primeira vez em que dormi com o minhocão, não acordei a noite inteira, quase uma façanha para grávidas. Já com a Marina, ele serve tanto como almofada de amamentação como como "ninho". Como estamos usando mais no formato ninho, para ela dormir bem aconchegada, forrado uma fronha, fica meio difícil ficar botando e tirando a fronha com a Marina nos braços. Então não temos usado como almofada de amamentação.)
Por fim, além dos cursos e produtinhos, ela também faz atendimentos personalizados. Na primeira quinta-feira da Marina, em que eu estava meio desesperada, achando que ela não estava mamando, cheia de inseguranças, fui até a casa dela para uma "consulta". O esquema é ótimo. Você fica duas horas lá e reproduz todo o processo de amamentação que faria em casa, com a diferença de que ela está lá te ajudando! E ela ainda pesou a Marina antes e depois da mamada e disse mais ou menos quanto ela tinha mamado! Foi uma ajuda muito mais psicológica, que meu deu mais segurança para enfiar a cabeça do bebê no peito quando necessário, sem medo, me mostrou que ela estava mamando super bem e me deixou mais confiante. Era tudo que eu precisava. Não hesitaria em ir até lá novamente, se ficasse grilada com alguma coisa.
Mas nem tudo são rosas... Ela tem um jeitão bem francês, que não te cativa de cara. Além disso, achei as aulas muito longas. (As nossas começaram às 19h30 e terminaram depois de 22h30. Foi meio exagerado, principalmente porque, às vezes, ela divagava muito, fugindo do assunto ou se estendendo demais.) Ela também é um pouco radical demais em relação a alguns temas. Eu acho, sim, que é melhor humanizar o nascimento ao máximo possível, mas não tem tanto problema deixar o bebê na incubadora por duas horinhas, tem? E os preços são um pouco salgados, principalmente se você fizer muita coisa. Mas, no final, vale a pena. Eu indico!
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Vai uma fofoca aí?
Aos poucos, vamos descobrindo várias coisas sobre a maternidade que ninguém fala.
Sempre gostei de uma fofoca. Não é que eu seja fofoqueira, longe disso, mas gosto de estar por dentro das novidades. Pois é, depois que o bebê nasce, acaba o suprimento defofocas novidades. Não sei mais quase nada do que acontece na vida dos outros no mundo. Dependo exclusivamente dos outros para me contarem tudinho! Quase não saio na rua, quase não vejo ninguém (só quem vem ver a Marina), resultado: quase não tenho mais assunto...
Então, amigas queridas, me contem as novidades, suas e dos outros! Me indiquem livros. Discutam filosofia comigo. Venham e tragam assuntos dos mais diversos e variados. Pode ser banalidade ou papo cabeça, desde que passe longe do trio xixi, coco, mamar.
Sempre gostei de uma fofoca. Não é que eu seja fofoqueira, longe disso, mas gosto de estar por dentro das novidades. Pois é, depois que o bebê nasce, acaba o suprimento de
Então, amigas queridas, me contem as novidades, suas e dos outros! Me indiquem livros. Discutam filosofia comigo. Venham e tragam assuntos dos mais diversos e variados. Pode ser banalidade ou papo cabeça, desde que passe longe do trio xixi, coco, mamar.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
O medo e o amor
Com o passar do tempo, estou perdendo o medo que eu tinha da minha filha. Lembro da sensação, ainda no hospital, de pegar ela no colo. Eu morria de medo! Parecia que ia quebrar... Agora, o medo já começou a ir embora, sendo substituído a cada dia pela intimidade, pela prática.
Na hora de trocar a fralda, eu tinha medo de deixar muito apertada. Agora já sei qual é a medida certa para não comprimir a barriguinha dela. Tinha medo de cortas as unhas. Na verdade, morria de medo! Morria tanto que, na primeira vez, pedi para uma enfermeira que veio aqui em casa cortar para mim. E quando ela tirou um bifinho da segunda unha? Como ela veio de favor, fiquei com vergonha de dar esporro, mas morri de dó da filhota. Depois do primeiro bifinho, vi que o pior que podia acontecer era uma choradinha. Resultado: perdi o medo! Vou virar manicure pueril profissional! Também perdi o medo de ficar sozinha com ela. E de ouvir ela chorar. E de segurar de mil maneiras diferentes.
Pois foi-se o medo e veio o amor!
Confesso que acho uma besteira esse negócio de "Te amei desde que soube que te carregava no ventre". Nada disso... A gravidez é um momento repleto de puro romantismo. É tudo lindo e você não tem a menor ideia do que te espera. Pelo menos, eu não tinha. Aí, o bebê nasce e tudo vira de pernas para o ar! Literalmente!
O bebê chora e bate um desespero. E você está sozinha em casa, sem saber o que fazer. Ou o bebê está dormindo, quietinho, e também bate um desespero. E, novamente, você está sozinha em casa, sem saber o que fazer. Parece que é uma fase que não vai passar nunca. Ninguém fala sobre isso (isso é quase um Voldemort, aquele-que-não-deve-ser-nomeado), então você não se sente a vontade de falar sobre "isso" com ninguém. E chorar parece um pecado! Afinal, ter um filho é a melhor coisa do mundo. Como você pode estar chorando? Vão-se as visitas, ficam as lágrimas. Pois um dia, que não demorou muito a chegar, também foram-se as lágrimas. E nasceu o amor!
Ok, na verdade, as lágrimas ainda não se foram por completo, estão até começando a brotar um pouquinho agora... Mas são lágrimas de felicidade, da emoção mais pura, de saber que a Marina é minha para sempre, de sonhar com ela daqui a um, cinco, dez, vinte, trinta anos. São lágrimas de amor, de um amor que cresce a cada dia, que fica cada vez mais forte e que, agora, mesmo que não seja 100% verdade, me faz capaz de dizer "te amei desde que soube que te carregava no ventre".
É um amor dividido, que não é só meu. É do Dani também. E, quando vejo o amor dele, o meu cresce mais ainda! É um amor que traz preocupação, alegria, felicidade, desespero, mais alegria. Mas, o mais importante de tudo, é um amor que não nasce pronto, que brota de repente e cresce aos poucos, junto com ela, junto com a gente.
Na hora de trocar a fralda, eu tinha medo de deixar muito apertada. Agora já sei qual é a medida certa para não comprimir a barriguinha dela. Tinha medo de cortas as unhas. Na verdade, morria de medo! Morria tanto que, na primeira vez, pedi para uma enfermeira que veio aqui em casa cortar para mim. E quando ela tirou um bifinho da segunda unha? Como ela veio de favor, fiquei com vergonha de dar esporro, mas morri de dó da filhota. Depois do primeiro bifinho, vi que o pior que podia acontecer era uma choradinha. Resultado: perdi o medo! Vou virar manicure pueril profissional! Também perdi o medo de ficar sozinha com ela. E de ouvir ela chorar. E de segurar de mil maneiras diferentes.
Pois foi-se o medo e veio o amor!
Confesso que acho uma besteira esse negócio de "Te amei desde que soube que te carregava no ventre". Nada disso... A gravidez é um momento repleto de puro romantismo. É tudo lindo e você não tem a menor ideia do que te espera. Pelo menos, eu não tinha. Aí, o bebê nasce e tudo vira de pernas para o ar! Literalmente!
O bebê chora e bate um desespero. E você está sozinha em casa, sem saber o que fazer. Ou o bebê está dormindo, quietinho, e também bate um desespero. E, novamente, você está sozinha em casa, sem saber o que fazer. Parece que é uma fase que não vai passar nunca. Ninguém fala sobre isso (isso é quase um Voldemort, aquele-que-não-deve-ser-nomeado), então você não se sente a vontade de falar sobre "isso" com ninguém. E chorar parece um pecado! Afinal, ter um filho é a melhor coisa do mundo. Como você pode estar chorando? Vão-se as visitas, ficam as lágrimas. Pois um dia, que não demorou muito a chegar, também foram-se as lágrimas. E nasceu o amor!Ok, na verdade, as lágrimas ainda não se foram por completo, estão até começando a brotar um pouquinho agora... Mas são lágrimas de felicidade, da emoção mais pura, de saber que a Marina é minha para sempre, de sonhar com ela daqui a um, cinco, dez, vinte, trinta anos. São lágrimas de amor, de um amor que cresce a cada dia, que fica cada vez mais forte e que, agora, mesmo que não seja 100% verdade, me faz capaz de dizer "te amei desde que soube que te carregava no ventre".
É um amor dividido, que não é só meu. É do Dani também. E, quando vejo o amor dele, o meu cresce mais ainda! É um amor que traz preocupação, alegria, felicidade, desespero, mais alegria. Mas, o mais importante de tudo, é um amor que não nasce pronto, que brota de repente e cresce aos poucos, junto com ela, junto com a gente.
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