quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Baba, baby

Sempre ouvi que bebê baba porque está nascendo dente. E sempre ouvi também que dente só começa a nascer a partir dos seis meses. Então, por que o meu bebê está babando tanto?

É muito baba mesmo! Ontem, por exemplo, a roupinha molhou e secou três vezes. E até a minha roupa ficou molhada. Duas vezes!

Já pensei em ligar para a pediatra, mas, sempre que repasso mentalmente a nossa conversa, desisto.
- Oi, doutora. Então, minha filha tá babando muito.
- E quais são os sintomas?
- Que sintomas? Ela tá babando.
- Só babando?
- É, mas tá babando muuuuuito.
- Mas ela não tá doente?
- Não, é só baba.
- Então deve ser dente.
- Mas ela só tem três meses.
- Então talvez não.
- Mas o que é então?
- Ué, é baba.

Alguém me ajuda!!!


O caos no trânsito

Ontem, foi a primeira vez em que sai de carro sozinha com a Marina. No início, tudo muito bem, tudo muito bom, pequenas choramingadas logo resolvidas e cochilos ao balanço das ruas esburadas desse meu Rio de Janeiro. Tudo às mil maravilhas, comprovando a tese de que bebê adora um carro.

Último trecho, Ipanema - Jardim Botânico, trânsito caótico na Lagoa, tentativa de fuga por Ipanema, Leblon e Jardim Botânico. Mais caos! Sozinha no banco de trás, bebê não para de chorar. Começa com um chorinho de leve, meio tímido. A cada parada eu soltava o cinto, me virava para trás, coloca a chupeta na boca, fazia um lerolero e... Ops, o sinal abriu! Enquanto dirigia, conversava, cantava e tentava fazer carinho no bracinho dela. Aí, o chorinho tímido evoluiu para gritos e soluços incessantes. Por quê? Não sei!

Agora, é chegada a hora da confissão. A combinação de trânsito louco e bebê aos berros no carro foi demais para a minha pobre cabecinha. Me irritei! Energicamente, pedi para minha filha (olha o eufemismo!) que ficasse calminha. Expliquei que o trânsito estava muito ruim, que ainda ia demorar um pouco para chegarmos em casa e que, se ela ficasse chorando, só ia ser pior. Mas acho que ela não entendeu. Então, liguei o rádio bem alto. Também não adiantou. Aí, resolvi mudar de estação. Coloquei na Rádio MEC e tive meu momento de epifania.

Entendi que, se ela está chorando, é porque tem alguma coisa incomodando. E muito.

Coloquei o som da Rádio MEC num volume normal, conversei com ela com uma voz calma e amorosa, expliquei que já chegaríamos a um lugar onde eu poderia parar o carro. E assim fiz. Parei o carro, fui até o banco de trás, tirei ela da cadeirinha, aconcheguei bem no colo, voltei para dentro do carro (porque ninguém merece o calor que fez ontem), e ficamos lá, abraçadinhas, quietinhas, aconchegadas, até o choro passar, até ela se acalmar, até parar de soluçar e adormecer.

E, mais uma vez, eu entendi, e não posso esquecer disso nunca mais: "Se ela está chorando, tenho que me colocar no lugar dela para entender o que está incomodando e tentar ajudar. Afinal, ela não está chorando só para me sacanear e me irritar!"

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Duas palavras

Todo pai quer que o filho goste das coisas que ele gosta. Tem pai que coloca o filho para escutar Beatles, tem pai que leva o filho para andar de skate, tem pai que, ainda na maternidade, já enfia roupa de time no pequeno, tem pai que ensina quatro línguas diferentes para a criança. Enfim, tem de um tudo!

Tem pai que quer que o filho desenvolva o prazer pela leitura. Para isso, tem que dar o exemplo. Então, já cansei de passar as tardes deitada na cama, do ladinho da Marina, lendo. Lendo para mim e para ela! Primeiro, leio um pouco dos meus livros, enquanto ela tira uma soneca. Depois, quando ela acorda, leio para ela. Escolhi um livro que foi da minha mãe e que eu, quando criança, também li. Se chama "Uma Casa na Floresta", da Laura Ingalls.

O mais engraçado é que o livro é totalmente outdated. Talvez, se ela já soubesse ler, eu não deixasse que lesse sozinha. A história é a seguinte: uma família mora numa casa de madeira, no meio da floresta, e está se preparando para a chegada do inverno. Então, o pai sai para caçar e, quando volta com as suas presas, eles desossam, depenam e defumam os animais. E a autora descreve tudo com riqueza de detalhes! Minha filha certamente viraria vegetariana!

Mas além da leitura, há outras maneiras de ir aculturando o bebê. A música é uma delas, não só com Beatles, mas também, e principalmente, com Chico Buarque. Tem duas músicas do Chico que são belas histórias para contar, até como canções de ninar. Adoro colocá-las para tocar e dançar com a Marina pela sala, cantando bem baixinho para ela. (João e Maria e Valsinha para quem não quiser ver o vídeo e ouvir a música, embora eu recomende.)
 



Por fim, tem as duas palavras lá do título. São as duas palavras mais difíceis que já ensinei para a Marina até agora: minuciosamente e soslaio. Minuciosamente é a maneira como eu limpo ela a cada troca de fralda. E de soslaio foi a olhadela linda de morrer que ela me mandou ontem!



A saga das roupinhas

Já falei uma vez sobre a saga que é descobrir os tamanhos das mais variadas roupinhas, com etiquetas que dizem muito e não dizem nada. Pois então, essa semana, arrumando mais uma vez a prateleira da Marina, resolvi tirar mais umas roupinhas, lavá-las e já deixar na gaveta para uso. Achei que o tamanho já estivesse bom, como comprova a foto abaixo. E qual não foi a minha surpresa quando vi o tamanho na etiqueta: 6 a 9 meses! Como assim??? Ela só tem três meses e ficou ótima na roupinha! Realmente, não dá para acreditar em ninguém.


By the way, não é uma lindura dormindo de ladinho?

Mini mini

"Era uma vez um bebê mini mini. Todas as roupinhas do bebê ficavam grandes, afinal, como dizia seu pai, o defunto devia ser maior...
Um belo dia, o pai foi a uma loja e pediu para o vendedor uma roupinha de bebê. O vendedor ofereceu várias roupinhas, nos tamanhos P, M e G. Mas o pai disse que o bebê dele era muito pequenino e que os tamanhos P, M e G ficariam muito grandões para um bebê tão miudinho.
- Também temos um tamanho mini mini - respondeu o vendedor.
Contente, o pai exclamou:
- Isso mesmo, esse é o tamanho do meu bebê, ele é mini mini. É um bebê mini mini!
E o pai saiu da loja todo feliz com a roupinha do seu bebê mini mini."

E o bebê foi crescendo, passou a ser do tamanho mini midi e agora é mini bola. E continua cabendo nas roupinhas RN!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Minha primeira sessão de cinema

Essa é para você que acabou de ter bebê, mas não tem com quem deixar (ou até tem, mas quem não deixa é o coração), e está louquinha de vontade de ir ao cinema. Fique tranquila, o Cinematerna está aí para isso mesmo, para você poder ver aquele filme recém-lançado, do qual todas as suas amigas estão falando, mesmo tendo um bebezinho lindo em casa. Ponto para você: bebê + cinema!

Agora, sem brincadeiras. O Cinematerna é um projeto super bacana. Eles organizam uma sessão de cinema especial, apenas para mães (pais e acompanhantes) com seus bebês. Aí, ninguém vai reclamar se um bebê começar a chorar no meio do filme. Também não vai ser nenhum pouco estraho se você tiver que trocar uma fralda durante aquela cena super emocionante. Pelo contrário, tem inclusive trocadores (daqueles altos de pé) à disposição. E, por fim, para os bebês que já engatinham e não estão a fim de passar o filme inteiro no colo da mãe, tem um tapetinho de EVA supimpa.

E, na sala de cinema, tudo é mais moderado: o ar condicionado não é tão forte, tem uma luz suave para não ficar aquele breu, e o som também não é aquela gritaria. Nota mil.

Para quem quiser conhecer mais: http://www.cinematerna.org.br/. É só inscrever para receber a newsletter e ficar por dentro da programação. By the way, até agora realmente só recebi a programação, sem aquela enxurrada de emails de propaganda. (E esse post não é patrocinado nem nada, tá? É que eu realmente gostei do projeto e da iniciativa.)

Agora sobre o filme! Assistimos Intocáveis, lindo filme francês. A Marina se comportou como uma lady, vidrada na telona, só de olho no negão francês. Mas não aguentou assistir o filme todo e cochilou no finzinho. Puro sucesso! Recomendo, o filme e o Cinematerna!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Passeio sem a cria

Desde a segunda semana de vida da Marina, eu já saía de casa. No início, eram saídas bem rápidas, para ir à feira e ao Zona Sul, uma vez por semana, enquanto ela ficava em casa com o Dani. Depois, comecei a ir fazer a mão, fui almoçar com a minha mãe uma vez (na saída mas longa ainda nesse início). Um outro dia, minha mãe ficou aqui em casa com ela, enquanto eu e o Dani fomos jantar juntos. Foi ótimo! Confesso que foi um pouco estranho sair só com ele pela primeira vez depois do nascimento dela, mas foi ótimo voltar a ter essa liberdade, mesmo que temporária.

Depois, contratei uma pessoa (tipo uma baby sitter) que ficou aqui em casa algumas tardes. Eu aproveitava essas oportunidades para resolver tudo que foi ficando acumulado durante o tempo que passei presa em casa. Eu e o Dani chegamos até a sair a noite para jantar e ver um show, enquanto a Marina ficou em casa com a moça.

Sempre fiquei super bem, só com aquela saudadinha saudável, que não mata ninguém, muito pelo contrário, fortalece! Até ligava para casa às vezes, mais por uma sensação de obrigação de saber como estão as coisas, se mamou, se dormiu, mais para mostrar uma preocupação do que por estar, de fato, preocupada. E, se ouvisse a Marina chorar, paciência... Ela também chora quando está comigo, não chora?

Mas, na última segunda-feira, foi um pouco diferente. Saí de manhã, nada muito demorado, umas duas ou três horinhas. Aí, comecei a sentir uma angústia no coração, um aperto no peito, um nó na garganta... Decidi que não queria voltar para casa naquele estado, que queria deixar todas aquelas sensações irem embora. Então, rodei um pouco pelo shopping. Mas eu estava literalmente rodando. Nem olhava as vitrines, só andava, dando voltas e mais voltas pelos mesmo lugares. Resolvi ligar para casa. Estava tudo bem, a pequena dormia. Mas, mesmo assim, nada daquelas sensações passarem. Resolvi almoçar. Péssima ideia... Agora, o nó da garganta estava apertando também o estômago. Fiquei super enjoada. Decidi voltar para casa na mesma hora.

Quando cheguei, ela estava dormindo no carrinho. Me abaixei e fiquei beijando as perninhas dela, com as lágrimas escorrendo e o coração, finalmente, mais leve. Espero que isso não tenha sido uma prévia da minha volta ao trabalho, senão largo tudo! Largo tudo, menos o meu bebê!