sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Programa de criança, para criança

Há tempos, uma amiga me mandou um vídeo de um pediatra falando sobre educação, evolução e vida em família. Procurei o vídeo nos meus emails, mas não consegui encontrar. (Por sorte, a Ane achou! Veja aqui.)

Uma das coisas que mais me chamou a atenção no vídeo foi um comentário do pediatra, que dizia que, uma vez, perguntou para uma criança o que ela fazia nos fins de semana, e ela respondeu que, nos sábados, iam ao supermercado. E, no domingo, iam ao shopping.

Como o bom médico observou, isso não é programa de criança. Até acho que não tem problema levar a criança ao mercado de vez em quando, ou ao shopping. Afinal, você também precisa ir. Mas isso não significa que a vida social da criança nos fins de semana deve se resumir a isso, muito pelo contrário. Criança tem que fazer programa de criança, adaptado à sua faixa etária e aos seus interesses.

Então, chuva não é desculpa para levar criança para shopping. Passeio em shopping para ver vitrine não é lugar de criança. Melhor ficar em casa e inventar uma brincadeira divertida e diferente.

Reparem que eu levo, sim, a Marina para shopping e supermercado, quando preciso ir. Mas não encaro isso como um programa para ela, nem para mim. Temos que ir para resolver questões objetivas, e não para ficar passeando. Quando quero passear com ela, vamos para a Lagoa ou para o Jardim Botânico, lugares bem mais propícios para um bebê!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ponto R

Eu descobri o Ponto R da minha filha.

Quando seguro ela por debaixo do braço e aperto um pouquinho nas costas, logo onde acabam as escápulas, é tiro e queda: risadas mil, daquelas bem divertidas!

Quando quero fazer uma graça com a pequena e deixar todo mundo babando, é só apertar o ponto R que ela começa a rir. Tem coisa mais gostosa???

(De quebra, também tem o ponto C. É só passar um algodãozinho caprichado no ponto C que lá vem bomba... Bem menos romântico, não?)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Etapas marcantes

A vida do bebê é repleta de etapas marcantes, momentos de aprendizagem e superação constante, afinal, como que já disse aqui, bebê faz praticamente uma pós graduação por dia.

As duas primeiras etapas, pelas quais já passei, e que são realmente life changing, foram as seguintes:

1) Os dois meses
Normalmente, esse momento chega mais frequentemente aos três meses. É quando a cólica passa, o bebê começa a interagir, a sorrir, a emitir sons e, mágica das mágicas, a dormir a noite toda. Primeira etapa vencida, maternidade recém-descoberta, sentimentos ainda aflorados, porém mais controlados.

2) O sentar
O sentar abre um mundo de novas perspectivas e oportunidades para o bebê. Ele já brinca sozinho, sentado, como se fosse uma criança. Já participa mais da família e da vida social, já pode ser deixado sozinho (porém cercado por travesseiros para evitar cabeçadas inevitáveis), já consegue ver o mundo no paralelo, deixando de lado o eixo exclusivamente vertical.

Ainda me faltam duas etapas, pelas quais aguardo calma e ansiosamente: o andar e o falar! (ai, imagina só!)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Miss Simpatia

A pequena que já nasceu apelidada de Nina, já ganhou tantos outros inventados pelos pais. Três, que não tem absolutamente nada a ver entre si, são os mais frequentes: Bibi, Tutu e Nini. (Ok, né?!)

Mas, outro dia, a Marina ganhou o melhor apelido ever! Ela é a Miss Simpatia! E não é que é mesmo? Sorridente, alegre, tagarela, é a verdadeira Miss Simpatia! Aí, outro dia ainda, recebi um recado no facebook que me deixou toda prosa. Uma amiga disse que uma amiga dela foi visitar a creche da Marina e saiu de lá encantada com a pequena, disse que ela faz o maior sucesso no berçário.

É ou não é para morrer de orgulho?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Hora do banho

Nunca falei aqui do banho com o pai, né?! Mas nunca é tarde para contar histórias bonitas. Porque, sim, o banho com o pai é uma história linda!

Desde recém-nascida, quer dizer, recém-chegada da maternidade, a Marina tomava banho de chuveiro com o pai. Eu só fui dar banho de banheira nela lá para os 3 meses. Antes disso, era só o pai, no chuveiro. Ou, no máximo, no baldinho. Até hoje, de vez em quando, o pai ainda mete a pequena debaixo do chuveiro e dá um banhão caprichado!

Mas lembrar do Dani segurando aquele mini ratinho, com o corpinho todo vermelho e delicado, ensaboando com todo o cuidado do mundo, jogando água com a mão, ainda sem nenhuma ousadia (nem se compara com os banhos de hoje, em que ele já enfia ela quase toda debaixo do chuveiro), como se fosse o bibelô mais precioso, me deixa sem palavras. Era o momento do pai com a filha. A mãe passava o dia todo em casa com ela, trocava fralda, amamentava. Alguns pais acabam ficando meio deslocados, mas não aqui em casa, não o Dani, não com a Marina. Não vou falar mais, deixa que o vídeo e as fotos falam por si só, falam de amor, de carinho, de cuidado, falam para sempre!

video

Com 3 dias
Com 2 meses

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A surpresa na banheira

Lá estávamos nós, no meio de um delicioso banho na banheira. Aí, fui segurar a Marina pelo bumbum para levantá-la e poder limpar as partes inferiores. Mas tinha alguma coisa ali... Meu primeiro pensamento foi: será que tirei a tampa da banheira? Mas não, a tampa da banheira fica do outro lado. Então o que é isso?

E fui olhar... Coco, muito coco, assentado no fundo da banheira, boiando na banheira, por todos os lados. E a criança com a cabeça ensaboada. Ok, faz o que numa hora dessas? Tirei da banheira, liguei o chuveiro e fomos direto para o chuveiro, assim como estávamos. Sim, eu estava de roupa! Tentei driblar um pouco para lá, um pouco para cá, mas não consegui escapar 100%. Terminamos o banho no chuveiro molhadas, porém limpas!

E parte para a próxima aventura: secar e vestir a criança sem molhar a casa inteira!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tapete de yoga

Quando a Marina era menorzinha, nunca tive o costume de deixá-la muito no chão. Ela sempre ficava em cima da cama ou do sofá, mas quase nunca no chão duro. Me arrependo bastante disso. (E fico achando que, hoje, ela não vira por causa disso...)

Mas faz uns dois meses que eu comprei um tapete de yoga. Não comprei só para as aulas, comprei também (e principalmente) aqui para casa. É como aqueles tapetes quadradões (que eu deixo direto no carrinho e só uso na rua), só que mais fino e mais comprido.

É ótimo para ajudar no desenvolvimento da criança, para firmar o pezinho, para ficar de bruços, para sentar, para tudo. Super recomendo!



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Compras erradas

É para casamento? É para bebê? Inflacionou!

Então, nada pior do que comprar tudo errado, né?! Teve uma época, antes de a Marina começar a comer, em que eu estava na maior ansiedade. Aí fui comprar todos os apetrechos necessários para uma estreia de gala. E não é que comprei tudo errado?

Primeiro, comprei uma colher de silicone. Já vi gente que adora, que acha muito melhor. Eu não gostei. Deu cenoura na colher de silicone? Já era, alaranjou para todo o sempre. Isso mesmo, mancha e não sai... Por sorte, também comprei um kit com várias outras colheres, de plástico!

E comprei os pratinhos e potinhos. Acreditam que nenhum dos dois vão no microondas? Na hora de comprar, escolhi os mais bonitinhos, com as cores mais legais, e esqueci totalmente de olhar o lado prático da coisa. Resultado: tenho o trabalho duplo de esquentar no prato normal e passar para o pratinho dela. Daqui a pouco vou largar o pratinho dela de lado, né? Ou comprar outro...

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A minha noite

Ontem, falei sobre a rotina noturna e sobre colocar o bebê para dormir. Mas isso não é tudo! Depois de colocar o bebê para dormir, ainda tem a noite toda pela frente. E aí também moram alguns perigos...

A Marina dorme por volta de 8h da noite e, como ela jantou às 6h, ainda mama de novo às 9h. Nessa última mamadeira, ela nem acorda. Mama tudo dormindo e continua assim quando acaba. Mas temos enfrentado alguns percalços de madrugada...

A pequena tem acordado algumas vezes durante a noite / madrugada. Na verdade, não posso nem dizer que ela tem acordado, porque ela não acorda. Nem abre o olho. Ela começa a dar uma resmungada, que vai virando um choro. E não para sozinha. A gente tem que levantar e tascar-lhe a chupeta na boca. (Ela não acorda necessariamente porque a chupeta caiu, já que, muitas vezes, ela já estava sem chupeta há um tempo.) Já tentei colocar a mão no rostinho dela e fazer shhhh para ver se acalma, mas não adianta. É só a chupeta mesmo. E, para isso, ela ainda depende totalmente de nós.

Eu adoraria entender a causa dessas "acordadas", para saber o que posso fazer para evitar que isso aconteça. É extremamente cansativo levantar várias vezes durante a noite e sair tateando o berço (sem óculos), atrás da chupeta, e depois tatear o rosto da pequena, atrás da boca, para enfiar a chupeta. Acontece às 2h da manhã, às 2h02, às 2h05. Depois só às 4h15, 4h17, 4h20. Aiaiai... Sei que isso acontece com muitas mães, mas não parece certo, né?!

O resultado disso é uma mãe insone, que não sabe o que faz no meio da madruga. E estou falando literalmente! Essa noite, na primeira chorada da Marina, peguei-a e coloquei na cama conosco (Nunca fazemos isso tão cedo. Ela só vai para a cama se o choro é lá para 6h da manhã, sendo que ela acorda às 7h.). O Dani ainda me disse para eu não trazer ela para a cama. E eu ainda respondi que estava muito cansada. No dia seguinte, zero consciência, zero lembrança dos acontecimentos e da conversa!

Isso sem falar no corpo dolorido, no jeito no pescoço, no jeito na lombar. Depois de levantar, eu volto para a cama com tanta violência que já fiquei até com o pulso doendo por ter que amortecer a minha queda.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Rotina noturna

O sono dos bebês é uma das coisas mais temidas pelos pais, afinal, não dá para ficar sem dormir, né?! Existem mil e uma técnicas, e mil e um livros que ensinam a fazer o bebê dormir. Eu li um livro da Suzy Giordano, uma brasileira que mora há muito tempo nos EUA, que ensina a fazer o seu bebê de 12 semanas dormir 12 horas. Além disso, tem a técnica da encantadora de bebês, o Pick Up / Put Down, ou o método Cry it Out, do Ferber, ou ainda o Nana Nenê, que tem algumas coisas parecidas com o Ferber. Isso só para citar alguns poucos.

Por sorte (ok, muita sorte), a Marina sempre dormiu bem e nunca precisei seguir os ensinamentos do livro. No entanto, isso não significa que não tenhamos um rotina rígida aqui em casa. Ela dorme bem, sim, mas nós ajudamos.

Acho que uma das coisas mais importantes é entender que o bebê não nasce sabendo dormir, da mesma maneira que não nasce sabendo andar ou falar. Você tem que ensinar e ajudá-lo a aprender a fazer isso sozinho! Sim, porque o bebê tem que aprender a dormir sozinho. Não dá para depender de você para sempre, né?!

Bem, para mim, a rotina noturna começa na hora do jantar, bem antes de ir para cama. A Marina janta por volta das 6h da tarde. Depois de comer, ficamos brincando por pelo menos meia hora. Às 7h, começamos os processos. Tira fralda, faz shantala (quase sempre), toma banho (quase sempre - brincadeira!!!), coloca o pijama. Já de pijama, a gente já começa a diminuir o tom, falar mais baixinho, apagar as luzes. Vamos até a janela e dizemos boa noite para as árvores, para o céu, as estrelas, as nuvens, os vizinhos, etc. Depois, damos boa noite para o papai. E daí ela vai para o berço. Às vezes, a essa altura do campeonato, ela já está dormindo. Às vezes não. Nesses casos, deita acordada mesmo. Dou um beijinho na testa, desejo boa noite e digo que, se ela precisar de alguma coisa, é só me chamar. E ela me chama, quase sempre. Tem dias em que fica numa boa, tem dias em que dá umas resmungadinhas e tem dias em que chora.

Quando ela chora, eu volto, tento acalmar e tiro ela berço. Nino um pouco, acalmo e, quando ela está mais calma, volta para o berço. Esse processo é o P.U./P.D., e pode acabar na primeira tirada do berço ou se estender bem mais. Às vezes, quando a Marina está muito agitada, fico com ela nos braços por mais tempo que a Encantadora recomenda, até ela estar bem relaxada. Às vezes, ela dorme nos meus braços, às vezes não. Nos dias bons, isso tudo não leva nem cinco minutos. Nos dias ruins (e mais raros), pode levar até meia hora.

Independente do método que você aplique para fazer o seu bebê dormir, uma coisa é certa: o mais importante é ter uma rotina constante e consistente. Isso ajuda o bebê a aprender e entender que está chegando a hora de dormir.

*** Outras coisas que podem ser acrescentadas à rotina noturna são: uma historinha, uma música, um bichinho e a minha preferida: arrumar e guardar os brinquedos. Espera só a Marina crescer um pouquinho!