quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Tagarela

Tenho uma filha tagarela!

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Me diz se não é a coisa mais linda e mais gostosa desse mundo?

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O abraço

Em cima da cabeceira da nossa cama, temos o quadro "The hug" do Romero Britto. Sempre que colocamos a Marina na cama, é impressionante como aquele quadro chama a atenção dela. Ela, que já é muito observadora por natureza, parece ainda mais fascinada pelo quadro. Já me disseram que o olhar dos bebês é atraído por formas geométricas e cores fortes, coisas que não faltam no quadro do Romero Britto.

Quando a gente se mudar e ela tiver o próprio quarto, o quadro vai para o quarto dela!!!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Os sobrenomes

Na hora de registrar a Marina e escolher os sobrenomes, colocamos todas as cartas na mesa. Tínhamos uma ampla variedade de opções. E chegamos a um nome simples e chique: Marina Aché Más. (Ok, sei que ela vai ter que soletrar os sobrenomes a vida toda, mas ficou lindo!) Escolhemos os sobrenomes que usamos, eu e o Dani. Por uma coincidência da vida, são os nomes das nossas mães, e não dos pais, como é mais comum. Então, a pequena herdou os nomes das avós!

Mas chegou o dia em que fomos registrá-la no consulado espanhol. Eu já tinha até preenchido o nome dela no formulário e me veio a funcionária com seu liquid paper e pum! Apagou tudo! "Não, senhora, na Espanha, o nome dela será composto pelo primeiro nome da mãe, seguido pelo primeiro nome do pai." (Só não contei uma coisa. Na Espanha, o nome do Dani também não é igual ao brasileiro e, como estávamos registrando a Marina na Espanha, teria que usar o nome espanhol dela.) Foi assim que surgiu a Marina Jacobs Iborra...

Pois é, se ela quiser viajar mundo afora com passaporte espanhol, terá que conviver com isso.

domingo, 28 de outubro de 2012

A Nina

Acho que já contei aqui sobre uma amiga minha, que disse que, junto com a escolha do nome da filha, já veio também um apelido, assim como Marina e Nina. E ela disse que nunca chamou a filha pelo tal apelido. Com o tempo, vieram outros e aquele ficou esquecido...
Até hoje, 4 meses depois do nascimento, ainda não chamei a Marina de Nina nenhuma vezinha... Rola Nini, Nininha, Ninoca, mas nada de Nina. Continuo achando uma graça, um apelido lindinho, que super combina com Marina, mas ainda não combina com a minha Marina.
Deixa só ela crescer mais um pouquinho! Como uma outra amiga disse, quem sabe o nome artístico da Marina não vai ser Nina Más?

sábado, 27 de outubro de 2012

Apelidos de mãe e pai

Não tem coisa mais detestável do que a mulher chamar o marido de "pai" e o marido chamar a mulher de "mãe". Meu avó e a mulher dele se tratavam assim. Mesmo sendo velhinhos, eu achava aquilo detestável. E eles nem tinham filhos em comum...

Agora, brincando com a Marina, me refiro ao Dani como pai. Digo, por exemplo, "Pai, vem brincar comigo!" Explico: não sou eu, Luciana, que falo. Sou eu que emito as palavras, mas não são palavras minhas. São palavras da Marina. Como ela ainda não pode falar, eu falo por ela. Até faço voz diferente, voz de criança. Simples assim.

Continuo achando detestável chamar marido de pai, e não, jamais vou fazer isso!!!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Shantala


Shantala é uma técnica de massagem, sistematizada por Frédérick Leboyer, e consiste num momento diário de afeto entre mãe e bebê/criança.
A Shantala é uma massagem milenar indiana, sem registro de quando surgiu exatamente em Kerala no Sul da Índia. Foi descoberta quando o médico francês Frédérick Leboyer, de passagem pela Índia, se deparou com a cena de uma mulher num calçada pública massageando seu bebê. Seu nome era Shantala, ela era paraplégica e estava numa associação de caridade em Pilkhana, Calcutá.
O ambiente que Leboyer percorrera até então era completamente hostil, mas a cena da massagem fez com que a beleza e harmonia dos movimentos de Shantala transformasse tudo a sua volta.
Leboyer pediu para fotografá-la e filmá-la. Ela, admirada pelo interesse em uma prática tão simples e corriqueira, aceitou. Durante dias ele acompanhou a massagem de Shantala em seu bebê, captando atentamente cada movimento. Leboyer fez o possível para que as fotografias exprimissem a profundidade e o amor envolvidos.
Fonte: Wikipedia

Aqui em casa, a Shantala entrou de vez na nossa rotina noturna. E entrou para ficar. Toda noite, meia hora antes da última mamada (que acontece em torno de 7h, 7h30), começamos a preparar a shantala e o banho. 
Lembro de uma vez em que eu disse para o Dani que o banho era o momento dele, e a shantala seria o meu. Nessa época, eu ainda amamentava. Por mais que a amamentação seja o momento mais íntimo e próximo entre mãe e filho, acontece oito vezes por dia, sete dias por semana. Então, chega a um ponto em que aquele prazer todo vira uma obrigação e tanto. Com a shantala não seria assim! A amamentação ficou para trás e a shantala engrenou de vez. Deve fazer mais ou menos um mês que fazemos todos os dias!
É um momento bem gostoso. Na maior parte do tempo, ela fica ótima, curte e aproveita. Às vezes, dá uma irritada e reclamada, que pode até ser um pouco de fome, nada fora do normal. Mas é ótimo já ir acostumando a Marina ao toque, ao carinho, distensionando o corpo.
O mais legal é ver como ela vai evoluindo e relaxando ao longo do tempo. Um dos últimos movimentos da shantala consiste em abrir os braços e fechá-los, cruzando. No início, era bem difícil abrir os braços dela (e eu não forçava). Ela mantinha os braços bem tensos e rijos. Agora, de uma semana para cá, eu já consigo abrir totalmente os braços dela, tipo Cristo Redentor!
Se você também quiser fazer, existem vários cursos por aí que ensinam a técnica. Ou tem o livro do Leboyer, que ensina o passo a passo direitinho, cada movimento. Com base no livro, eu fiz um resuminho dos movimentos (e plastifiquei!!!). Está no canto da foto, perto do óleo da Granado. Na nossa aula de yoga, também fazemos shantala e achei bem legal alguns toques da professora, como a quantidade de movimentos. Na internet também tem vários vídeos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O parto

Finalmente, é chegado o momento de falar um pouco do parto. Bem, vou começar do começo e juntar tudo num post só.

Tudo começou lá pela 32a semana, quando eu já estava com 4 centímetros de dilatação e tive que ficar de repouso. A partir daí, fui acompanhando na obstetra com mais frequência, até estar, na 37a, com 6 centímetros. Como isso já é bastante (para dar a luz efetivamente, você precisa estar com 10 centímetros), minha médica sugeriu que fizemos o parto induzido. Senão, eu poderia estar andando no meio da rua e, de repente, vai que o bebê nasce? Não, menos emoção!

Bem, muitas mulheres sofrem a beça com as contrações para chegar a 1 ou 2 centímetros. Como vocês bem podem ver, eu não senti nada demais até os 6 centímetros!

A ideia, claro, era ter parto normal. Afinal, por que não? Tudo indicava para isso. Pelo visto sou uma boa parideira! Mas eu já tinha lido várias histórias sobre mulheres que, ao fazer força, faziam junto suas necessidades na hora do parto, coisa da qual ninguém fala. (Também, para quê?!) Confesso que essa ideia me aterrorizava um pouco, nojinho brabo, né?! Conversei com a minha obstetra e era disse que isso era besteira. Tratou com a maior naturalidade. Foi ótimo. Disse que não acontecia tanto assim e que, se acontecesse, ora bolas, qual era o problema. Limpou, tá novo! E passou o grilo. E não aconteceu nada na hora H!

Então, parto normal marcado para o dia 22 de junho, sexta-feira, quando completávamos 38 semanas. Chegamos ao hospital depois do almoço (almoço dos outros, né, porque eu não podia comer nada). Logo fomos para o quarto, me arrumei e já para a sala de pré-parto. Ficamos lá umas quatro horas, eu, o Dani e a cambada de médicos. O anestesista já tinha colocado o cateter para a raquidiana, mas só ia soltando a anestesia a medida em que eu fosse pedindo. E, no início, não pedi. Além disso, estavam me dando ocitocina na veia, a substância usada para induzir o trabalho de parto, através do estímulo das contrações do útero. Mas, depois de umas três horas, muito toque e muito cansaço, não tinha mudado quase nada. Eu estava com apenas 7 centímetros de dilatação, só um a mais desde a hora em que tinha chegado.

Aí, já eram sete da noite e as pessoas estavam começando a chegar para nos ver. Fora a mãe do Dani, que tinha chegado lá bem cedo e já estava nos esperando há um tempão. Isso, junto com o meu cansaço de ficar deitada, esperando acontecer, foi me dando uma baita canseira. E pensar nas pessoas que estavam nos esperando também me dava um certo incômodo. Sei que é besteira, mas me dava...

E a gente continuava lá, esperando. As contrações iam e vinham, não regulares, e eu não sentia quase nada. Sabia quando estavam acontecendo, mas só isso. Cheguei até a cochilar durante essas três horas. Como as coisas não avançavam, minha médica começou a tentar estourar a bolsa para acelerar o parto. Nesse momento, os toques começaram a ficar mais doloridos e incômodos e, ô cara da anestesia, vem cá dar um jeito nisso. Essa foi minha primeira dose! Mais alguns toques (para não dizer outra coisa mais feia) e pronto! Bolsa estourada!

Aí o quadro começou a mudar. Comecei a sentir as contrações, cada vez mais fortes. Opa, moço da anestesia, pode voltar aqui! Foi a segunda dose. Eu sentia, sabia exatamente quando vinham as contrações, mas não doía horrores, só sentia uma pressão. De repente, fomos para a sala de parto. Lembro que todo mundo parecia estar meio correndo. Os médicos lavavam as mãos e se cruzavam, quase batendo um no outro, cada um tentando encontrar seu espaço, e eu lá. Faz força agora! E eu fazia. E de novo. E já tá nascendo, só mais uma vez. Nessa hora, meu querido amigo anestesista veio me ajudar a sentir a maior dor do parto, que ironia! Ele apertou a minha barriga com o cotovelo. Na verdade, ele apoiou todo o peso do seu corpo em cima de mim. E faz força! Como eu poderia fazer força se nem conseguia respirar, se parecia que iam quebrar as minhas costelas? Vai lá. Não sei como, arranjei uma maneira de fazer força. E nasceu! E ela veio direto para o meu colo, apoiada um pouco na curva da minha perna, um pouco na minha barriga, toda sujinha, toda linda, toda inchadinha, bem cena de novela. E aí eu chorei, meio de nervoso, meio de emoção, meio de amor, meio de ignorância (é, porque eu não sabia de nada, e continuo não sabendo...)



E aí nossas vidas começaram de verdade! Amei meu parto normal, tudo muito natural, sem medo, sem dor, sem traumas, com muito amor. Pronta para outro!

Depois que a Marina nasceu, foi pesar, medir, incubar. E o Dani foi junto. Eu fiquei ali, levando uns pontinhos básicos. É a chamada episiotomia. O médico faz um corte na região vaginal, para facilitar a saída do bebê e evitar lacerações descontroladas. Assim, ele escolhe um local com menos vasos, para não sangrar e incomodar tanto. A recuperação é bem melhor, embora ainda haja um certo incômodo.

E essa foi a nossa história. Um parto normal bem sucedido! Recomendo!



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Yoga

Eu e Marina estamos fazendo yoga para mamãe e bebê. É uma experiência incrível e indico muito para todo mundo! É um momento de conexão total com o bebê, de ouvi-lo, de brincar com ele, de contar para ele um pouco sobre o mundo, apresentar novos amiguinhos, cantar músicas, fazer massagem, enfim, um pouco de tudo.

A instrutora, Fabrisia Freitas, é ótima. Ela encontrou o equilíbrio perfeito entre uma vozinha fofinha e a autoridade da professora. Como ela mesma define, a aula é uma mistura de yoga, psicomotricidade e shantala. O objetivo é fazer o bebê começar a perceber e sentir o seu próprio corpo, através do contato com o corpo da mãe. É uma proposta incrível, não?



Fotos de Ana Paula Amorim, que registrou duas aulas
e, gentilmente, nos enviou as fotos.

Agora, foi curioso escolher os marcadores para esse post!

Vida de mãe: Nada mais "vida de mãe" do que interagir com o bebê e apresentar o mundo para ele.

Brincadeiras: Fazemos muitas brincadeiras na aula, vários tipos de balanço, com chocalho, rolinho (como na foto), cantamos músicas, dançamos e muito mais!

Educação: Por mais que não seja uma "educação" formal, faz parte da formação integral da criança como pessoa, o que também é educar. Além disso, é importante socializar e estar em grupo.

Família: As aulas promovem uma ligação entre mãe e bebê, reforçando ainda mais os laços da família.

Mesmo depois de voltar a trabalhar, por mais que o horário não seja lá muito prático, vou tentar muito continuar com as aulas, pelo menos até ela fazer seis meses. Esperamos ansiosamente pelas terças e quintas!


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Despertar em família

O momento do acordar é muito gostoso e, inclusive, já falei disso aqui. Hoje, volto ao tema com uma pequena variação. É o despertar em família!

Ontem, foi um dia super cansativo e, quando a Marina começou a reclamar no berço as 5h15, eu nem conseguia pensar em levantar da cama. O Dani tinha levantado há pouco e estava na sala, lendo o jornal. Eu peguei a Marina, deitei na cama com ela e chamei o Dani. Foi o maior chamego em família!

Depois disso, ela só acordou as 7h. Obrigada, filha! Te amo!

Nunim

Já vou esclarecer logo que não estou ganhando nada com esse post. Quem me dera...

Semana passada, descobri uma loja linda linda de roupinhas de bebê. Fica no Ipanema 2000 e se chama Nunim. A dona estava lá e é uma menina mais nova do que eu, não tem mais de 30 anos, com certeza. É ela que desenha as roupas e escolhe os tecidos. É tudo lindo de morrer, pena que não é muito para o meu bolso. Tinha uma casaquinho de tricô, a coisa mais fofa desse mundo, mas por um precinho que eu não compraria nem se fosse para mim.

Espera só eu ganhar na mega sena acumulada!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O drama da maternidade

Até agora, eu me considerava uma mãe sem neuras. Bem, na verdade, ainda me considero... Me surpreendi muito com a mãe em que me tornei, para ser bem sincera. Nunca imaginei que eu fosse ser tão tranquila e easy going como tenho sido. Eu me imaginava cheia de frescuras, nervosa ao ver meu irmão estabanado ou minha avó sem jeito tentando pegar a Marina no colo. Nada disso! É só chegar alguém com cara de pidão que leva logo o bebê pros braços! E eu acho uma delícia, uma delícia dividir ela com todo mundo, deixar todo mundo tirar uma casquinha dessa gostosura. Senão, o paninho de boca caiu no chão? Pega, dá uma sacodidinha e tá pronto para outra, pelo menos até chegar em casa. Por essas e outras, estou realmente surpresa com o meu comportamento materno, sem maiores dramas, até agora. (Até minha mãe falou isso, disse que a maternidade me transformou numa nova mulher. Ela até prometeu escrever um post sobre isso!)

Fora aqueles quinze dias iniciais, que realmente foram muito difíceis (mais do que eu imaginava e gostaria), acho que me saí bem. De novo, até agora.

Agora começou meu verdadeiro drama da maternidade, o primeiro. Eu voltaria a trabalhar agora, no início do mês de novembro, quando a pequena fizesse quatro meses. Então, saímos a cata de uma babá. Contratamos uma menina nova (25 anos), cheia de filhos (quatro!) e já bastante experiente. Tinha trabalhado em várias casas como babá, uma delas por quatro anos. Era ótima com a Marina, só tinha um problema (ok, dois, ok, três). Primeiro: ela era babá de madame. Estava acostumada com outra vida, com motorista levando para o clube, com empregada em casa todos os dias à disposição, com abrir a geladeira e sair pegando de tudo, sem ter que carregar carrinho escada acima... Segundo: ela era muuuuito experiente, daquele tipo que sabe melhor que você, pobre mãe de primeira viagem. Então, embora eu quisesse as coisas do meu jeito, aposto que o dela era melhor, e ela sempre venceria, afinal eu não ia estar em casa para ver mesmo! Terceiro: eu não me sentia a vontade com ela. Como pode eu não me sentir a vontade com a pessoa que vai cuidar da minha filha? Pronto, primeira babá demitida. (Mas não achem que foi fácil assim. Sofri! Mas consegui, graças a uma dica preciosa do maridinho: coloca a culpa em você! Então, é como terminar relacionamento, sabe, do tipo "não é você, sou eu". Foi isso que eu fiz. Coloquei a culpa em mim. Não era ela que chegava atrasada - pois é, esqueci de dizer que ela chegava muito atrasada, todos os dias, e faltava... Três vezes em um mês!!! -, era a minha situação no trabalho que havia mudado e eu precisaria chegar mais cedo. Logo, a combinação que eu tinha feito com ela não valeria mais e eu precisava de alguém que chegasse mais cedo, coisa que ela não conseguia.)

Então, partimos para a segunda tentativa. Dessa vez, uma menina mais nova ainda (18 anos), sem experiência profissional (primeiro emprego), que tinha criado uma irmã e a sobrinha. Podia ser uma boa oportunidade para eu moldá-la bem ao meu jeito. Podia... Mas não foi! Sem implicância (juro), ela era tão burrinha... Burrinha mesmo, do tipo que veste a calça antes do body (juro!). Depois de um momento intenso de reflexão, eu e Dani chegamos à conclusão de que não ia dar certo, não haveria esforço da minha parte que fizesse a menina aprender. Faltava o básico, faltava bom senso. Mais uma que se foi. (Isso porque eu nem mencionei que ela faltou logo no segundo dia, porque foi roubada no dia anterior, quando estava saindo daqui. Disse que ficou muito nervosa e não ia conseguir trabalhar...) Durou três dias, sendo que um foi esse aí da falta.

Depois que essa menina me ligou dizendo que não viria logo no segundo dia, fiquei super angustiada, sentindo um aperto no coração, físico e emocional (doeu de verdade!). Acordei várias vezes durante a noite, sempre pensando nisso. Então, depois de uma conversa séria, decidimos que, antes de sair em busca de mais uma babá, vou visitar algumas creches e entender um pouco do dia a dia, do trato com as crianças menores, ver como é o berçário  enfim, me inteirar. Nem que seja preciso adiar um pouco minha volta ao trabalho. Depois de conhecer um pouco mais, poderemos fazer uma lista de prós e contras de babás ou creche. Então agora é mãos a obra!

Apelidos: amor X amora

Aqui em casa, apelidos fazem o maior sucesso! Inclusive, esse assunto já ganhou espaço aqui duas vezes: aqui e aqui. Não vou nem começar a listar todos os apelidos que a Marina já ganhou, senão o post vai ficar meio longo... E nem é esse o assunto do momento.

A questão é a seguinte: várias vezes, conversando com a Marina, chamo ela de amor. E, quando faço isso, invariavelmente, o Dani me pergunta: "Quê?" E eu tenho que responder: "Não é com você, estou falando com a Marina." Da última vez, ele veio reivindicar sua posição de amor. Amor é ele, já era antes, primeiro e único. Ok, e o que fazemos com a pequena, com o meu novo amor? Virou amora! É minha pequena amorinha!

Será que pega?




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Fralda de pano

Sempre me perguntei como minha mãe (e muitas outras pelo mundo afora) podia usar fralda de pano em mim. Ela, que me teve novinha, não tinha grana para ficar gastando em fralda descartável. Não era uma questão ecológica, e sim financeira (afinal, até pouco tempo atrás ela até escovava os dentes com a torneira aberta - desculpa, mãe!). Mas, independente do motivo, eu achava incrível e a admiro muito por isso, por todo o trabalho que tinha com as malditas fraldas de pano. Afinal, era ela que lavava cada uma delas. Haja amor! O balde de metal usado para ferver as fraldas rondava pela casa até o início da obra. Só agora que ele foi, finalmente, aposentado.

De uns quinze dias para cá, tenho ficado bem curiosa com essas novas fraldas de pano, bem diferentes daquelas de 1982! As fraldas de pano, tipo Cremer, que hoje são usadas para secar baba (sim, ela continua babando muito!) ou para conter uma golfada (que aqui em casa não é tanto o caso) antes eram as mesmas que, com uma dobradura digna de origami, iam parar no bumbum do bebê.

Agora, em pleno 2012, as fraldas de pano evoluíram. E muito. E tenho ficado curiosa em experimentar. Ainda estou na dúvida se vale a pena financeiramente, mas ecologicamente nem se fala. Tem diversos tipos, mas o que eu mais gostei até agora é assim: tem tipo uma calcinha de plástico, que pode ter mil cores e desenhos. Por dentro, ela tem abas, iguais as das fraldas descartáveis, que impedem xixi e coco de vazar. Dentro dessas abas, você encaixa a fralda absorvente. É um tecido especial, que absorve mais, mas, se quiser, também pode colocar aí dentro a "boa e velha" fralda de pano.


http://www.fraldasdipano.com.br/
http://www.bbnatural.com.br/
http://www.whatmommyneeds.com.br/
(Isso não é propaganda, tá! São só alguns sites que vendem e explicam as fraldas de pano.)

Claro que lavar a fralda absorvente interna continua sendo um problema, mas quem faria isso não seria eu, né, amiga?! (Como foi a minha mãe, tadinha...) Então, fica a pergunta: será que sou tão ecofriendly assim?

P.S.: Mãe, te amo!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Mais queda, menos cabelo

Assunto repetido, preocupações multiplicadas!

Como já falei aqui, todo mundo sabe que, após o bebê nascer, é normal a mulher ter queda de cabelo. Ok, até aí, nada de mais... Mas, sinceramente, pergunto: com base na foto abaixo, por favor me digam se isso é normal!!! Vou ficar careca!!!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Em silêncio no carro

Já falei aqui sobre uma viagem de carro conturbada, com bebê chorando e muito caos. Mas isso acontece apenas na menor parte das vezes (muito menor). De vez em quando, a Marina dá uma choradinha ou outra no trânsito, mas tudo bem contornável, nada como essa primeira vez.

E na maior parte das vezes, inclusive, ela aproveita o balanço do carro e apaga. Fica um silêncio total no carro. Eu na frente e ela atrás, dormindo na cadeirinha. É tanto silêncio que eu seria até capaz de sair do carro sem me dar conta que tinha um bebê no banco de trás.

Antes, ao ouvir aquelas histórias terríveis de pai que esquece filho no carro e o filho morre sufocado, minha tendência era crucificar o animal que largou o bebê lá. Mas, sinceramente, numa das primeiras vezes em que andei de carro sozinha com a Marina, ao chegar em casa, eu poderia muito bem ter subido direto, sem lembrar de pegá-la. Mas eu lembrei, tá?! Por pior que possa parecer, não acho mais tão impossível sair do carro sem lembrar que o bebê silencioso dorme na cadeirinha. Continua sendo estúpido e burro, mas pode acontecer...

Uma amiga de uma amiga, por exemplo, sempre saía de casa e ia direto para o trabalho. Um belo dia, o marido não pôde levar o filho para a creche, então ela teve que levar. Adivinha onde ela foi parar? No trabalho! Chegou lá, saiu do carro e então lembrou que o pequeno estava no banco de trás...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Gargalhadas!

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Não tenho palavras para descrever o que foi esse momento, a Marina dando sua primeira gargalhada! Ok, não foi a primeira, foi a terceira. Ela gargalhou! Eu achei incrível. Pensei em pegar o celular para filmar, mas achei que não fosse acontecer de novo. E não é que ela gargalhou de novo! Aí, pensei, será que rola de novo? Mas, dessa vez, não ia arriscar. Celular a postos e não é que ganhei uma terceira gargalhada deliciosa? Gamei! Apaixonei mais ainda!

Ao mesmo tempo, bateu uma tristeza ao lembrar que, depois que eu voltar a trabalhar, vou perder tantas primeiras e segundas e terceiras vezes, tantos momentos especiais. As primeiras vezes são momentos emocionantes e especiais, sim, mas vão se repetir muitas e muitas vezes ao longo da vida. Esse tem que ser o meu mantra! Não posso esquecer disso quando voltar a trabalhar. (Ai, mais medo...)

domingo, 7 de outubro de 2012

Tão perto e tão longe

Atualmente, estou trabalhando em casa, terminando uns freelas pendentes antes de voltar ao trabalho em definitivo, fora de casa, longe da cria! Mas isso é história para mais adiante, quando eu souber como vai ser, o que vai acontecer e onde vai doer. (Provavelmente no coração!)

Por enquanto, fico sentada na mesa da sala, trabalhando, enquanto a Marina ora dorme, ora mama, ora chora e ora brinca com a babá. O dia segue normalmente, como se eu não estivesse aqui, muito embora eu escute os choros e as risadas. Ao mesmo tempo que é ótimo ouvi-la rindo, dá uma vontade tão grande de ir lá ver aquele sorriso, aquela gengiva sem dente e aqueles olhinhos apertados que fico quase triste.

Já quando ela chora, tento ficar impassível, como se eu não estivesse aqui. Mas estou, né?! Então, me forço a ficar quieta. Até agora, nunca precisei intervir, a não ser quando eu quero! E posso querer tanto num momento de choro quanto de riso. É uma delícia!

Mas, ai, que medo. Ai, que saudades eu vou sentir de poder intervir! Já vejo aquela tsunami de culpa prontinha para me engolir. Quem me segura?

sábado, 6 de outubro de 2012

3 meses e a maternidade

Mais um mês se foi! E mais alegria encheu as nossas vidas, e de todos cercados pela Marina!
Cada descoberta, cada sorriso, cada choro, cada dia. É sempre melhor!

By dinda! (lindo como sempre)

Dizem que, quando nasce um bebê, nasce uma mãe. Concordo e discordo da frase. Na verdade, discordo apenas do advérbio de tempo. Acho que as duas coisas não acontecem ao mesmo tempo. Até hoje, em alguns momentos, saio sozinha e ainda é estranho lembrar que tenho filho, que não sou mais livre, leve e solta, que não posso mais fazer o der na telha, que tem um bebê lindo que depende inteiramente de mim. É maravilhoso. E estranho também. Isso não me assusta, como já ouvi muita mãe dizer. Me causa estranheza, mais que nada. Me sinto mãe, sim, mas também me sinto brincando de boneca! O melhor é que a minha boneca é a mais linda e maravilhosa do mundo! Obrigada, Dani, você acertou em cheio no presente! ;-)

Vou lá brincar com a minha bonequinha e aprender a ser mãe mais um pouquinho!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O despertar

Adoro acordar depois da Marina. Ela acorda e fica sozinha no berço, quietinha, em silêncio, observando e explorando o mundo ao seu redor, olhando para o teto, comendo a mão, se descobrindo. Acho tão importante a criança e o bebê, desde pequenino, saber ficar sozinho, acordado, sem requisitar a presença de um adulto o tempo todo. Todo mundo tem que se curtir, até minha mínima!

Hoje, quando acordei, ela já tinha despertado e estava se mexendo no berço, tranquila. Foi só eu chegar perto para ela abrir aquele sorrisão lindo, que, mesmo sem palavras, dizia: "Bom dia, mamãe. Estou aqui para fazer a sua vida mais feliz hoje e sempre!"

E bom dia para todos!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Carpe Diem x Passa tão rápido...

Quando outras mães olham para você com um bebezinho no colo, a reação é sempre a mesma: que saudade! Adorava ter bebê no colo. Passa tão rápido!

Ok para a saudade e ok para gostar de segurar bebê. Eles são muito fofos mesmo. Agora, já sobre o passar rápido, ah mas não passa não!

Pode até parecer que o tempo voa quando não é com a gente, mas com a gente é diferente. Por exemplo, uma amiga minha tá gravida. Fiquei sabendo da gravidez quase ontem. E fim de semana passado encontrei com ela, com uma barriga giga. Aposto que, para ela, a gravidez não passou nada rápido. Mas para mim, que estou de fora, sem viver aquele dia a dia, parece que foi ontem.

Os três meses da Marina, como já disse antes, foram os mais intensos da minha vida. Já aconteceu tanta coisa em tão pouco tempo que parece que ela nasceu há pelo menos seis meses. Estou me dedicando a curtir cada momento, a aproveitar os três meses, com o corpinho molengo, os gestos sem jeito, o sorriso gratuito e o peso pena que quase não cansa os braços. Tenho que aproveitar porque isso não volta. Mas, em compensação, vai ter sempre muita coisa nova! É isso que espero! (É por isso que mal posso esperar, embora faça uma força danada para não ficar pensando nisso agora, não querer antecipar as coisas. Tenho que aproveitar minha mini mini enquanto é tempo!)

Então, aviso aos navegantes (e para mim também, já que é importantíssimo não esquecer isso jamais), não vale nem a pena ficar pensando se passa rápido ou não. Temos que viver o aqui e agora intensamente, sem ansiar pelo que está por vir e sem desejar o que já passou. Sei que não é fácil (para mim então, é dificílimo. Quantas vezes já me peguei pensando em como vai ser levar a Marina no teatrinho, jantar todo mundo junto na mesa, viajar com ela...). Mas o lema da humanidade não é carpe diem? Então, carpe diem!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Chacoalha o chocalho

Da série "vai ser mãe só para você ver"!

Sempre abominei chocalho, achava um terror o barulho do brinquedo e achava o próprio brinquedo uma bobeirada. Aí, um belo dia, você tem filho e pronto, seus conceitos mudam e você passa a achar chocalho o máximo, quanto mais retrô melhor. Mas também valem aqueles bem modernos, coloridos, que tem mordedor junto, e até com cara de bichinho.

Chocalho retrô da aulinha de yoga

Chocalho moderno da Marina com função moderdor
Pois outro dia, qual não foi a minha surpresa quando me vi entrando numa loja de brinquedos e perguntando se não tinha chocalho. Isso mesmo. Eu fui atrás de um chocalho. A que ponto chegamos? E não tinha... A princípio, eu queria um daqueles bem retrôs, mas, em outra loja, achei um todo modernoso, colorido, lindo! Comprei. E custou caro... E eu adorei! E a Marina também!

(E olha que estou falando de mudança de conceitos apenas em relação a um mero chocalho. Imagina o que mais não vai mudar... Ai meu Deus!)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Sorriguela

Era uma vez um bebê sorridente. Sorria para qualquer um, uma beleza de se ver. Só que o pai do bebê detectou um sério problema: o bebê não tinha nenhum dente, sorria sem dente, logo não podia ser sorridente. O bebê era banguela, sendo, portanto um grande bebê sorriguela!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A aposentadoria da concha e do mamatutti

Tudo tem sua hora e chegou a nossa... Depois de um mês amamentando através da sondinha mamatutti, ainda insistindo para que ela sugasse um pouco do meu leite também, por menos que fosse, finalmente a saga chegou ao fim.

Antes de abandonar a amamentação de vez, li alguns relatos de mães sobre o desmame. A maioria é extremamente emotiva e mostra um grande saudosismo da relação mãe e bebê que se estabelece através da amamentação. Durante a maior parte do tempo, quando eu falo sobre o assunto de maneira prática e objetiva, digo que se não deu, não deu. Não adiantava mais insistir, daquela pedra (ou peito) não saia mais leite... E não saía mesmo, como ficou provado da última vez em que usei a bomba. Foi a pedra de cal na minha amamentação. Mas, em outros momentos, mais raros (como agora), quando paro para pensar com calma sobre o assunto, também me bate a mesma nostalgia. Vem uma vontade avassaladora de tentar mais, de insistir, mesmo sabendo que já não adiantaria tanto, que o sacrifício é maior que os benefícios. Será? Viu aí a dúvida? Então, melhor mudar de assunto e ir lá preparar a próxima mamadeira!

Da próxima vez, tem várias coisas que eu gostaria de fazer diferente. Outro dia, estava lendo algo sobre amamentação, que dizia que menos de 5% das mulheres realmente não têm capacidade de produção de leite. Não sei se faço parte dessa estatística, ou se meu leite diminuiu por outros motivos. Só sei que, da próxima vez, vou tentar de novo e vou fazer diferente!

Então, já foram lá para cima do armário meus apetrechos de amamentação: os sutiãs e as conchas. By the way, conchas! Nunca falei disso aqui, mas achei genial! Eu me adaptei super bem (sei que mulheres que não se adaptaram). Tem um monte de vantagens: deixa o bico do seio mais proeminente, para o bebê conseguir puxar melhor, armazena o leite que pinga para que você possa utilizar depois (se a concha tiver sido devidamente esterilizada) e não deixa vazar e molhar a sua roupa toda. Recomendo! Eu usava uma toda rígida, sugerida pela Stephanie.